‘TODAS AS PESSOAS OUVIDAS NA CPI NEGARAM MEU ENVOLVIMENTO’, AFIRMA BARROS

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O deputado federal Ricardo Barros (Progressistas) publicou um levantamento com trechos de depoimentos feitos na CPI da Pandemia que negam seu envolvimento em irregularidades nas negociações para a compra de vacinas no Ministério da Saúde. As informações são do GMC Online.

“Todas as pessoas ouvidas na CPI negaram meu envolvimento nas negociações da Covaxin. Meu depoimento na quinta irá confirmar isso”, postou Barros.

O depoimento do líder do Governo foi confirmado para o dia 12.

Elaborado a partir das notas taquigráficas da Comissão, o documento inclui citações de ex-funcionários e de funcionários de carreira do Ministério da Saúde, de representantes de empresas e de vendedores de vacina. Todos negam o envolvimento de Barros nas negociações.

DEPOIMENTOS
No dia 1º de Julho, o cabo da PM de Minas Gerais, Luiz Paulo Dominghetti, que tentou negociar vacinas no Ministério da Saúde, negou ao relator da CPI, senador Renan Calheiros, ter contato com Ricardo Barros. Em três respostas seguidas, Dominghetti disse desconhecer o líder do Governo.

Regina Célia Oliveira, servidora de carreira do Ministério e fiscal do contrato de compra da vacina Covaxin com a Precisa Medicamentos, também disse não possuir ligação alguma com Barros, “não o conheço. Eu sei quem é porque é uma figura pública, mas eu não o conheço”, afirmou em questionamento de Renan Calheiros na sessão do dia 6 de Julho.

Em resposta às perguntas da Senadora Eliziane Gama, Regina Célia reforçou que nunca conversou, se encontrou ou se reuniu com Ricardo Barros.

No dia 07 de Julho, o ex-diretor de logística do Ministério, Roberto Ferreira Dias, negou que tenha sido indicado ao cargo de diretor do Ministério por Ricardo Barros e esclareceu que a relação entre os dois sempre foi institucional. “Eu conheço o deputado Ricardo Barros e tenho relacionamento como tenho com diversos parlamentares do Estado do Paraná”.

E sobre a nomeação para o cargo de Diretor, Roberto Dias explicou que foi indicação do ex-deputado Abelardo Lupion (DEM). “Eu recebi um convite do então ainda deputado federal e ministro….perdão, deputado federal, Henrique Mandetta (DEM), que recebeu o meu currículo através das mãos do ex-deputado federal Abelardo Lupion, com o qual eu trabalhava no Paraná”, salientou Dias.

No dia seguinte, 8 de Julho, a ex-coordenadora do Plano Nacional de Imunização, Francieli Fantinato, foi mais uma a negar a suposta influência de Barros no Ministério da Saúde.

Em 14 de Julho, a representante da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, uma das protagonistas da negociação de venda da vacina Covaxin para o Ministério, afirmou “ desconhecer qualquer relação do Ricardo Barros nos nossos processos”.

E em 15 de Julho foi a vez do representante da Davati no Brasil, Cristiano Carvalho, negar o envolvimento de Ricardo Barros nas negociações de venda de vacinas contra a Covid-19. “Eu só vim a descobrir quem era o Ricardo Barros aqui através da CPI. Nunca me citaram o nome dele em nenhuma negociação destas aqui”, afirmou.

Nesta quarta-feira, 4, o ex-servidor do Ministério da Saúde, coronel Marcelo Blanco, afirmou à CPI que nunca viu ou teve contato com o deputado Ricardo Barros.

O documento com a íntegra das citações ao deputado Ricardo Barros pode ser acessado na postagem de Twitter (acima) ou clicando neste link.

Do GMC Online

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