PIB DO BRASIL CAIU 4,1% EM 2020, DIZ IBGE

PIB DO BRASIL CAIU 4,1% EM 2020, DIZ IBGE

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caiu 4,1% em 2020, sob os efeitos da pandemia de coronavírus. Foi o pior resultado anual desde 1990, ano do confisco da poupança, quando a economia encolheu 4,35%. O balanço das contas nacionais do ano passado foi divulgado nesta quarta-feira (03/03) pelo IBGE. As informações são de Fernando Jasper, da Gazeta do Povo.

Apesar da forte recessão, o número veio melhor que o esperado ao longo de boa parte do ano passado. No pior momento, em julho, consultorias e bancos previam uma queda de 6,5%, segundo a mediana das projeções coletadas pelo Banco Central – e algumas estimativas apontavam para retração de mais de 10% no PIB. As previsões mais recentes eram de queda de 4,22%, segundo a mediana das estimativas divulgada na última segunda-feira (1.º/03) no boletim Focus, do BC.

Em valores correntes, o PIB fechou 2020 em R$ 7,4 trilhões. Na divisão pela população brasileira, esse valor correspondeu a um PIB de R$ 35.172 por habitante – renda per capita 4,8% menor que a de 2019, em termos reais, segundo o IBGE.

O desempenho do Brasil acompanhou a retração da economia no mundo em 2020. O resultado local foi melhor que o de uma média de 25 países selecionados, que em seu conjunto registraram queda de 5% no PIB em 2020, segundo cálculos do Ministério da Economia.

Países como Coreia do Sul (-1%), Polônia (-2,7%), Suécia (-3%) e Estados Unidos (-3,5%) recuaram menos, mas Japão (-4,8%), Alemanha (-5,3%), França (-8,2%), Reino Unido (-9,9%) e Espanha (-11%) tiveram resultados piores que o brasileiro, segundo dados da OCDE e do FMI compilados pelo ministério. Das grandes economias, apenas a da China cresceu em 2020 – um avanço de 2%, ainda assim o pior em mais de quatro décadas.

Auxílio emergencial explica queda do PIB menor que a esperada
A principal explicação para o PIB acima das expectativas no Brasil é a concessão do auxílio emergencial entre abril e dezembro, com cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300. O benefício ajudou a compensar a queda da renda do trabalho e reduziu a pobreza ao menor nível em 40 anos.

O fim dos pagamentos, porém, já ameaça os resultados do PIB em 2021. Muitos economistas projetam retração da economia neste primeiro trimestre e não descartam nova queda no segundo.

Outra medida oficial que ajudou a conter a queda da economia foi o Programa de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), pelo qual as empresas puderem reduzir jornada e salários ou mesmo suspender contratos de trabalho, com a contrapartida de não demitir funcionários.

Iniciativas do governo como o adiamento de impostos e programas especiais de crédito também colaboraram para uma recessão menos drástica, além da taxa de juros historicamente baixa.

Foto: Agência Brasil

Da Gazeta do Povo

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