PARANÁ PODE ESTAR CAMINHANDO PARA ONDA MAIS GRAVE DA PANDEMIA, DIZ FEHOSPAR

PARANÁ PODE ESTAR CAMINHANDO PARA ONDA MAIS GRAVE DA PANDEMIA, DIZ FEHOSPAR

O número de casos de covid-19 voltou a subir no Paraná. O governador Ratinho Junior publicou na última segunda-feira (17/05), um novo decreto que ampliou as medidas restritivas para tentar conter o avanço da doença. Segundo a Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná (Fehospar), o Estado pode estar caminhando para uma nova onda da pandemia, que pode ser ainda mais grave que a observada em fevereiro e março deste ano. As informações são de Lethícia Conegero, do GMC Online.

Há uma preocupação com a nova cepa indiana da covid-19 (variante B.1.617), que foi detectada na Argentina, país que faz fronteira com os três Estados do Sul do Brasil: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

“A análise das estatísticas, os gráficos e as demandas que estão chegando levam a crer que podemos estar começando a viver uma nova onda da pandemia. […] Normalmente, quando vem novas cepas ela vem mais agressiva, com características diferentes. Então se tiver uma nova onda, com uma cepa diferente, igual essa da Índia, que já foi constatada na Argentina, até pela taxa de ocupação e pela demanda que já está vindo nos hospitais, pode ser ainda mais grave, e pode ter reflexo realmente devastador na questão das estruturas de saúde”, detalhou o presidente da Fehospar, Rangel da Silva, em entrevista ao GMC Online.

O aumento significativo de casos de covid-19 no Paraná foi observado após datas comemorativas, como a Páscoa e o Dia das Mães. Segundo Rangel da Silva, os sintomas e complicações da doença estão aparecendo mais cedo nos pacientes, que ficam mais graves e permanecem por mais tempo nos leitos dos hospitais.

“Pelas análises, esse aumento já vem do feriado de Páscoa e agora por último do Dia das Mães. Vem do núcleo familiar, além das festas com número maior de pessoas, festas clandestinas. Há algum tempo os hospitais do Paraná já estão com uma taxa de ocupação alta, principalmente de UTI, acima de 90%. A chance de colapso do sistema realmente é possível, por essa nova demanda que está chegando dos casos. São casos que estão ficando mais graves mais cedo, e tendo uma média de permanência maior nos hospitais e em com pacientes mais jovens, então ele vai ocupar o leito por mais tempo e isso pode trazer um colapso no sistema de saúde”, detalha Rangel Silva.

O presidente da Fehospar destaca que os cuidados de prevenção da covid-19 precisam ser redobrados. “Temos que nos juntar. São medidas muitas vezes individuais que levam a um resultado, podendo ter leito para atender aqueles que precisam. O pedido é que todos façam a sua parte, de distanciamento social, uso de máscara, álcool em gel, que são questões básicas, tudo que já vem sendo pedido desde o início da pandemia. Com uma ou outra medida sendo feita pelo governo, aumento de leitos, vamos conseguir vencer essa pandemia. Temos que tentar estar sempre à frente da doença, e infelizmente até então a gente está atrás”, finaliza.

Segundo o boletim da covid-19 divulgado nesta quarta-feira, 19, pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Paraná soma 1.033.452 casos confirmados desde o início da pandemia e 24.916 óbitos por complicações da doença.

Maringá
Maringá soma 44.187 casos positivos da covid-19 desde o início da pandemia, segundo o boletim divulgado nesta quarta-feira, 19, pela Secretaria Municipal de Saúde. Desses, 41.739 já estão recuperados, 1.377 estão com o vírus ativo (em isolamento domiciliar ou internados) e 1.071 morreram por complicações da doença.

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