LÍDER DO GOVERNO NA CÂMARA ANALISA PERSPECTIVAS PARA OS PRÓXIMOS DOIS ANOS

LÍDER DO GOVERNO NA CÂMARA ANALISA PERSPECTIVAS PARA OS PRÓXIMOS DOIS ANOS

O deputado federal e líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) participou do evento online “Brasil 2021 em debate”, promovido pela XP Investimentos na última segunda-feira (07/12). No painel “O Caminho das Reformas no Congresso”, ele discorreu sobre o espaço para a agenda de ajuste fiscal ainda em 2020 e para o ano seguinte, as perspectivas para a política após as eleições municipais já com vistas para o pleito de 2022 e o cenário pós-pandemia. As informações são de Marcos Mortari, da InfoMoney.

A reportagem relata que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que barrou a possibilidade de reeleição dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em uma mesma legislatura conceitualmente agradou o líder do governo.

O parlamentar, contudo, defende o distanciamento do Palácio do Planalto das disputas pelos comandos das casas e diz que hoje nenhum dos nomes cotados para suceder Rodrigo Maia (DEM-RJ) representa uma ameaça à agenda de interesse do Poder Executivo.

“Até o presente momento, todos os presidenciáveis possíveis na Câmara são da base do governo e reformistas. Portanto, não apresentam risco à agenda de reformas que precisamos votar. Não vejo necessidade de o governo entrar na disputa à presidência da Câmara e do Senado, mas isso é uma característica de cada partido, de cada ministro, do presidente da República”, afirmou.

Na avaliação do deputado, é possível avançar com a reforma tributária, a PEC Emergencial, e os projetos que liberam recursos de fundos infraconstitucionais e a renegociação da dívida de estados e municípios nas últimas duas semanas de atividade até o recesso parlamentar – muitas delas passaram o ano paralisadas no Congresso Nacional. No caso das duas, ele diz que tudo dependerá do “talento dos relatores”.

Já a Lei Orçamentária Anual de 2021 deve mesmo ficar para o ano seguinte, o que faz com que o governo fique limitado a gastar mensalmente 1/12 dos recursos previstos até a apreciação do texto.

“Virando janeiro, podemos nomear e instalar a comissão do Orçamento para já ir cumprindo prazo de emendas, para, logo em seguida da eleição para as mesas da Câmara e do Senado, iniciar os debates e as votações da comissão, que votaria os dois orçamentos: o de 2021 e de 2022. Isso é uma realidade possível e que deve ser fruto de negociações”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de uma reforma ministerial e como a disputa pela presidência das duas casas legislativas pode servir de ensaio para a corrida de 2022, Barros disse que Bolsonaro não entregará pastas do seu governo aos partidos políticos, mas que o presidente deve aproveitar o atual momento para consolidar uma aliança com lideranças e partidos de centro.

“O presidente deve caminhar para o centro, e não o centro caminhar para a direita. É isso que deve acontecer, porque é o senso comum de como conduzir o processo de sucessão presidencial”, disse.

A reportagem abordou as posições de Barros sobre 15 pontos: reforma tributária, orçamento, eleições no Congresso, apoios da esquerda na disputa, reforma ministerial, articulações para 2022, teto de gastos, PEC Emergencial, novo programa social, vetos ao marco do saneamento, vetos às desonerações, a atuação de Paulo Guedes, privatizações, vacinas, autonomia do BC e reforma administrativa. Os depoimentos do líder do governo na Câmara podem ser lidos no site da InfoMoney.

Foto: Reprodução

Da InfoMoney

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