IGREJA MARCA MISSA DA PAZ APÓS INVASÃO; BOLSONARO E PT SE PRONUNCIARAM SOBRE O CASO

Foto: reprodução Redes Sociais

Após a invasão de manifestantes liderados pelo vereador Renato Freitas (PT) no último sábado (07/02), a Igreja Nossa Senhora do Rosário, no Largo da Ordem, em Curitiba, marcou uma Missa e Ato de Paz para o próximo sábado (12/02), às 17 horas. Os organizadores pedem ainda que os participantes levem uma rosa e um lenço branco. As informações são do Bem Paraná.

O protesto de sábado era contra o assassinato do congolês Moise Kabagambe, que foi espancado até a morte no último dia 24, no Rio de Janeiro. Atos semelhantes ocorreram em outras onze capitais do País.  Em Curitiba, o ato começou por volta das 17 horas e, de acordo com os manifestantes, um pouco depois do início, o padre da Igreja teria começado a empurrá-los na escadaria da igreja. Neste momento, as pessoas presentes começaram a gritar ‘racista’ para o padre, que fez sinal de positivo com as mãos. Os manifestantes ocuparam a igreja em forma de protesto. Conforme declarações de presentes, o vereador Freitas, teria coordenado a ocupação.

Em nota, Freitas afirmou que “o local do ato foi escolhido pela relação histórica do local com a população negra curitibana”, porque a igreja “foi construída por e para pessoas escravizadas, uma vez que negros e negras não poderiam entrar em outras igrejas de nossa cidade”. “Entramos juntos na Igreja que estava vazia, de forma pacífica, relembrando que nenhum preceito religioso supera o amor e a valorização da vida. Pacificamente, assim como entramos na igreja, saímos e seguimos com a manifestação, reivindicando políticas públicas para imigrantes e de combate ao racismo na cidade”, alegou o parlamentar.

Vereadores de Curitiba já anunciaram que vão pedir a abertura de processo de cassação do mandato de Renato Freitas (PT). O presidente Jair Bolsonaro (PL) se pronunciou no Twitter na noite desta segunda (07/02) sobre a invasão da Igreja do Rosário, no Largo da Ordem em Curitiba durante protesto contra o racismo e a xenofobia. O presidente afirmou que pediu aos ministérios da Justiça e Segurança e da Mulher, Família e Direitos Humanos para acompanhar o caso. “Pedi para acompanharem o caso, de modo a garantir que os responsáveis pela invasão respondam por seus atos e que práticas como essa não ganhem proporções maiores em nosso país”, afirmou o presidente.

O PT lamentou em nota a ocorrência e reafirmou que não participou nem apoiou a iniciativa: “Em relação ao ato público que ocorreu em Curitiba, a Comissão Executiva Estadual do PT do Paraná lamenta o episódio e esclarece que não participou nem da organização nem da decisão de adentrar o templo religioso. Há, por parte da imprensa tendenciosa, há manipulação de fatos para prejudicar o Partido dos Trabalhadores, pois os vídeos evidenciam que no momento em que os manifestantes estiveram no interior da paróquia, a missa já havia terminado e o templo estava vazio”, alega a legenda.

Do Bem Paraná.

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