EX-VEREADORA DE CURITIBA É CONDENADA A 41 ANOS POR ‘RACHADINHA’

A ex-vereadora de Curitiba Fabiane Rosa foi condenada a 41 anos e cinco meses de prisão pelos crimes de peculato e concussão pela juíza Carmen Lucia de Azevedo e Mello. Ela foi acusada pelo Ministério Público do Paraná de ficar com parte dos salários de assessores da Câmara Municipal, prática conhecida como “rachadinha”. A ex-vereadora também foi condenada ao pagamento de danos materiais às vítimas e aos cofres públicos. Ela ainda pode recorrer da decisão. As informações são do Bem Paraná.

Fabiane Rosa foi presa em 2020 e cumpria prisão domiciliar com o uso de tornezeleira eletrônica. Agora, terá que passar para a prisão em regime fechado. Atualmente, ela trabalhava como servidora pública da prefeitura de Curitiba na Secretaria de Administração, Gestão de Pessoal e Tecnologia da Informação.

As investigações do MP/PR apontaram que pelo menos três assessores do gabinete da vereadora entre 2016 e 2018, participaram do esquema, sendo duas mulheres e um homem. Os ex-assessores afirmaram que em fevereiro de 2018, foram convocados para uma reunião em frente à casa da vereadora. Desconfiados, eles gravaram a conversa em que Fabiane Rosa teria pedido parte de seus salários. Eles afirmaram ainda pagar despesas pessoais da vereadora.

O marido de Fabiane Rosa, o guarda municipal Jonatas Joaquim da Silva, também foi condenado a 23 anos de prisão e perda da função pública. Além disso, foram condenadas duas ex-assessoras da ex-parlamentar: Maria Carolina Brassanini Centa Bremer a dois anos e três meses de pena e Anabela Marisa de Souza Monteiro a três anos e nove meses em regime aberto.

“Contrariando o interesse público e traindo a confiança de seus eleitores optou em exigir parte dos salários dos servidores de seu gabinete como condição para exercerem cargo em comissão”, apontou a juíza na sentença. A magistrada também que determinou que seja descontada da pena o período de um ano e nove meses que a ex-vereadora esteve presa.

Recurso
O advogado de Fabiane Rosa, Jean Paulo Pereira, diz que ainda está analisando a decisão e que deve recorrer. “A defesa ainda está em análise da sentença condenatória, em razão da complexidade do caso, mas, de antemão confirma que irá recorrer porque discorda de alguns elementos que não foram levados em consideração, como provas não apreciadas e crimes trazidos na inicial acusatória que não foram corroborados em Juízo. A defesa respeita a decisão do juízo monocrático, mas garante que sim, irá recorrer da decisão”, afirmou ele.

As investigações apontaram ainda que o companheiro da ex-parlamentar, sem ser servidor da Câmara, teria exercido na prática a função de chefe de gabinete. Ele teria inclusive ameaçado assessores de exoneração caso não participassem da “rachadinha”, chegando a fazer reuniões nas quais – aproveitando-se do fato de ser guarda municipal e ter porte de arma – teria colocado um revólver sobre a mesa como gesto intimidatório.

Do Bem Paraná.

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