“ECONOMIA COM COMPRA DE MEDICAMENTOS FOI DE R$ 3,7 BILHÕES”, DIZ BARROS

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Questionado sobre o motivo de ter contratado a Global durante sua gestão no Ministério da Saúde, o deputado Ricardo Barros esclareceu à CPI da Pandemia, nesta quinta-feira (12/08), que a empresa ofertou preços menores que a concorrente, mas não conseguiu obter licença de importação da Anvisa e isso afetou as entregas.

Segundo ele, a prática de buscar novos fornecedores possibilitou economizar R$ 3,7 bilhões em compras de diversos insumos para o SUS. “É um mercado selvagem. Enfrentei monopólios e conseguimos economizar R$ 3,7 bilhões com a abertura nos processos de compras de medicamentos”, disse.

Ricardo Barros explicou que a Global recorreu à Justiça e obteve liminar para que a Anvisa concedesse a licença. A Agência, no entanto, se recusou a cumprir a decisão.

“A Global entra na Justiça de novo, ganha outra liminar. A Anvisa não cumpre, atrasa em mais de um mês a autorização de importação dos medicamentos. Portanto, a Anvisa tem culpa no atraso dos medicamentos. A AGU entra contra a Anvisa, ganha a liminar e aí finalmente a Agência libera a licença de importação.”

Sobre o pagamento antecipado, Ricardo Barros esclareceu que é uma prática comum na aquisição de medicamentos judicializados. O deputado apresentou documentos e pareceres que permitem adiantar os valores para acelerar a entrega dos remédios. “É uma prática freqüente para cumprimento de decisões judiciais por conta da agilidade”.

O deputado também explicou que se desincompatibilizou do Ministério da Saúde antes do fim do prazo de entrega dos medicamentos

“Descumpriu-se o prazo de entrega já depois que eu saí do ministério. Eu saí do ministério em abril para concorrer à eleição e depois é que venceu o prazo de entrega. Portanto, as medidas tomadas para suprir essa falha da Global foram do ministro sucessor.”

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