BOLSONARO DIZ QUE ATO É “ULTIMATO A TODOS DA PRAÇA DOS TRÊS PODERES”

Foto: Reprodução Youtube

O presidente Jair Bolsonaro falou, em seu discurso durante as manifestações pelo 7 de setembro em Brasília, que o ato desta terça-feira representa um “ultimato a todos da Praça dos Três Poderes”. O chefe do Executivo não citou nomes, mas disse na fala que o Brasil não pode “admitir que uma pessoa coloque em risco a nossa liberdade”. Também declarou que vai continuar atuando “dentro das quatro linhas da Constituição”. As informações são de Olavo Soares, da Gazeta do Povo.

Bolsonaro está em rota de colisão com dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. O nome de ambos foi bastante citado, em tom de crítica, pelos apoiadores de Bolsonaro que foram à Esplanada dos Ministérios.

“Não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica da região dos Três Poderes continue barbarizando a nossa população. Não podemos aceitar mais prisões políticas no nosso Brasil. Ou o chefe desse poder enquadra o seu ou esse poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”, afirmou.

Bolsonaro declarou que mostrará aos representantes dos demais poderes que “o povo indicará para onde o Brasil deve ir”. Ele afirmou que estará, na quarta-feira (8), no Conselho da República, colegiado que une o presidente, os comandantes de Câmara e Senado, o Ministro da Justiça e outras autoridades. E, segundo Bolsonaro, ele levará ao Conselho essa “fotografia” que indicará o direcionamento sugerido pelo povo.

“Nós todos aqui, sem exceção, somos aqueles que dirão para onde o Brasil deverá ir. Temos em nossa bandeira escrito ordem e progresso. É isso que nós queremos. Não queremos ruptura, não queremos brigar com poder nenhum. Mas não podemos admitir que uma pessoa turve a nossa democracia. Não podemos admitir que uma pessoa coloque em risco a nossa liberdade.”

Após a fala de Bolsonaro, o locutor do carro de som prestou homenagem ao deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) e ao ex-deputado Roberto Jefferson, ambos presos após realizarem ameaças a membros do STF. Jefferson foi também lembrado por participantes da manifestação, que carregavam adesivos e cartazes alusivos a ele, que é o presidente nacional do PTB. O locutor da manifestação também citou o nome do cantor e ex-deputado Sérgio Reis, que entrou na mira do Judiciário após ter defendido a destituição de ministros.

O discurso de Bolsonaro em Brasília foi acompanhado por autoridades como os ministros Braga Netto (Defesa), Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), os senadores Jorginho Mello (PL-SC) e Marcos Rogério (DEM-RO), deputados como Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Caroline de Toni (PSL-SC), Bia Kicis (PSL-DF) e Hélio Lopes (PSL-RJ) e a vice-governadora de Santa Catarina, Daniela Reinehr.

Muito STF, poucos políticos
O protesto em Brasília foi marcada pela definição do STF como principal alvo dos manifestantes. Antes objetos principais das críticas, agora o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT e as esquerdas foram pouco citados. Deputados e senadores de outros partidos foram também, em sua maioria, ignorados.

Faixas e cartazes, em diferentes idiomas, criticavam o Supremo, que definiam como arbitrário, e acusavam os juízes como adversários da liberdade. Outros dizeres bem comuns nas faixas eram os que pediam intervenção militar ou algum tipo de ação das Forças Armadas contra o Supremo, e que mantivessem Bolsonaro no comando do país.

Da Gazeta do Povo

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