BARROS DIZ QUE A “CPI SOFRE DE DESONESTIDADE INTELECTUAL”

Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

A CPI da Pandemia informou a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, que o próprio deputado Ricardo Barros pode ter sido o responsável pelo vazamento de seus dados sigilosos. Informações de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), produzido exclusivamente a pedido da CPI, foram publicadas pela imprensa na última quinta-feira (26/08).

Em ofício encaminhado ao STF, a CPI sugere que o próprio deputado tenha vazado os dados ou que Ricardo Barros tenha “incorrido em falha” na guarda de seus dados. Porém, os argumentos não se sustentam porque Barros só teve acesso ao relatório do Coaf depois da publicação da reportagem.

Documentos mostram que a CPI recebeu o relatório do COAF no dia 24/08 às 9h02 e Ricardo Barros recebeu as cópias apenas no dia 27/08, às 17h40. A reportagem foi publicada no portal R7 dia 26/08 às 21h12.

“A CPI sabia disso quando respondeu ao STF, demonstrando total descompromisso com a verdade. A CPI sofre de desonestidade intelectual e usa a imprensa para publicar suas versões mentirosas e sem fundamento. Vazamento é crime e responsáveis devem ser punidos”.

A defesa de Ricardo Barros protocolou na manhã deste sábado no STF um recurso classificando as justificativas da CPI de “absolutamente desconexas da realidade”. A defesa reforçou o pedido de responsabilização dos senadores afim de evitar novos vazamentos.

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