TJ ENVIA PROCESSOS DA QUADRO NEGRO CONTRA BETO RICHA PARA A JUSTIÇA ELEITORAL

TJ ENVIA PROCESSOS DA QUADRO NEGRO CONTRA BETO RICHA PARA A JUSTIÇA ELEITORAL

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ/PR) decidiu nesta quinta-feira (12/03) encaminhar à Justiça Eleitoral, quatro processos da operação Quadro Negro do Ministério Público estadual que apuram um esquema de desvio de recursos de obras de reforma e construção de escolas públicas durante o governo Beto Richa. A decisão atende a pedidos da defesa do ex-governador, que é réu em ações por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro nos processos oriundos da investigação. Os processos, que envolvem também a ex-primeira-dama, Fernanda Richa e um dos filhos do tucano vinham sendo julgados na 9ª Vara Criminal de Curitiba.

Os advogados do ex-governador alegaram que a Vara não teria competência para julgar esses casos porque um dos delatores do esquema, o ex-diretor da Secretaria de Estado da Educação, Maurício Fanini, afirmou que parte do dinheiro supostamente arrecadado com propinas teria ido para campanhas eleitorais de Richa. “A defesa do ex-governador Carlos Alberto Richa, desde o início da Operação Quadro Negro, depositou sua fé no Poder Judiciário e nas instituições. A decisão desta tarde do Tribunal de Justiça confirma a imparcialidade do Judiciário. Ao longo do processo a verdade será restabelecida”, afirmou em nota Guilherme Lucchesi, que defende Richa.

O ex-governador chegou a ser preso em março de 2019, acusado de obstruir a Justiça e tentar atrapalhar as investigações, mas acabou sendo solto por decisão do TJ. Segundo o MP, Richa teria pedido a um dos operadores financeiros do esquema a pagar uma “mesada” a Fanini para que ele não delatasse o esquema. O tucano sempre negou as acusações.

O MP afirmou em nota que não foi notificado da decisão do TJ. “O MP discorda da decisão e, antes dela, já havia emitido parecer contrário ao pedido dos advogados do réu”, diz o comunicado. De acordo com a promotoria, a denúncia apresentada à Justiça não inclui crimes eleitorais do ex-governador. “Sendo assim, o pedido não pode prosperar, porquanto até por questão lógica não se pode concluir que há conexão entre crimes comuns e eleitorais nos casos apurados”, aponta o MP.

Foto: Geraldo Bubniak

Do Bem Paraná

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