TENHO QUASE CONVICÇÃO QUE É A ÚLTIMA ONDA DE COVID, DIZ HUÇULAK NA DEFESA DO NOVO DECRETO

TENHO QUASE CONVICÇÃO QUE É A ÚLTIMA ONDA DE COVID, DIZ HUÇULAK NA DEFESA DO NOVO DECRETO

Após o anúncio do novo decreto com a retomada da bandeira vermelha em Curitiba, a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, fez um apelo para que os setores econômicos apoiem as restrições para controlar a Covid-19. Na visão dela, o avanço da vacinação contra a Covid-19 possibilita que essa será o último fechamento restritivo dos estabelecimentos. As informações são do Paraná Portal.

“Como secretária, tenho quase a convicção que será a última onda. Estamos quase chegando na praia, é a última remadinha. Realmente precisamos fazer um esforço da sociedade para abaixar essa curva. Estamos avançando na vacinação e tem expectativa por mais vacina”, disse.

Conforme os dados da SMS (Secretaria Municipal da Saúde), 479.880 pessoas foram vacinadas a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus. Destas, 208.184 pessoas completaram o ciclo de imunização e receberam as duas doses.

Até o momento, Curitiba recebeu 839.755 doses de vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde, sendo 542.455 para primeira dose e 297.300 para segunda dose. Contudo, a expectativa é que o envio de doses da vacina da Pfizer, da CoronaVac e vacina de Oxford/Astrazeneca se intensifiquem no segundo semestre.

ÚLTIMO ESFORÇO, APELA HUÇULAK AOS SETORES ECONÔMICOS
Com a lotação dos leitos e risco de pessoas infectados com Covid ficarem sem assistência, a secretária Márcia Huçulak reforçou o pedido para que os profissionais e entidades das atividades econômicas sigam o novo decreto.

“Temos uma situação complexa. Estamos indo para uma quarta curva e sempre se manteve no patamar alto. Não voltamos. Nossa taxa [de ocupação dos leitos] esteve em 94 e 95%. Já vínhamos no patamar alto. É o último grande esforço para derrubar essa curva e viver com mais tranquilidade. A vacina está chegando e vamos conseguir superar”, completou Huçulak.

A previsão foi reiterada pelo infectologista e presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) Clóvis Arns, que atua como consultor para a prefeitura de Curitiba e o governo do Paraná desde o início da pandemia.

“Nesse momento, é muito importante comunicarem que o momento é crítico, mas temos uma luz no fim do túnel. Temos um porto seguro no fim de ano, expectativa que a Pfizer vai fornecer 200 milhões de doses para o PNI [Plano Nacional de Imunização]. O comerciante, o restaurante precisa saber: aguente mais um pouco mais. É uma boa chance que essa seja a última bandeira vermelha”, finalizou.

DECRETO DA BANDEIRA VERMELHA VALE ATÉ O DIA 9 DE JUNHO EM CURITIBA
Entre as principais medidas do novo decreto, estão que as atividades comerciais não essenciais e lojas de material de construção podem funcionar apenas com atendimento no sistema de entrega (delivery) e drive thru. Shopping centers, galerias e centros comerciais, além das lojas de plantas, podem atuar com delivery. Já restaurantes e lanchonetes de rua, com delivery, drive-thru e retirada em balcão.

Supermercados, mercearias, distribuidoras de bebidas, açougue, feiras livres, podem funcionar com atendimento presencial de segunda à sábado, das 7 às 20 horas. No domingo, apenas com delivery.

Além disso, os ônibus deverão circular com 50% de ocupação. O decreto vale até o dia 9 de junho.

COVID-19 EM CURITIBA
Conforme o boletim municipal da SMS, a taxa de ocupação das UTIs está em 106% e restam apenas nove leitos de enfermaria livres. A prefeitura se esforça para abrir mais leitos, transformando as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) em locais para internação. Isso deve gerar mais 60 leitos durante a vigência do atual decreto.

São mais de 10 mil casos ativos, o que significa a capacidade de pessoas capazes de transmitir o vírus. Desde o início da pandemia, Curitiba acumula 5.323 mortes e 211.557 casos ativos por Covid-19.

Foto: Reprodução

Do Paraná Portal

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