SUSPEIÇÃO DE MORO É CONFIRMADA PELO STF POR 7 VOTOS A 4

SUSPEIÇÃO DE MORO É CONFIRMADA PELO STF POR 7 VOTOS A 4
Foto: Marcos Corrêa/PR

O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quarta-feira (23/06) o julgamento que declarou, por 7 votos a 4, o ex-juiz federal Sergio Moro parcial para julgar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no processo do tríplex do Guarujá. A Corte já havia formado maioria pela suspeição de Moro em 22 de abril, mas ainda faltavam os votos dos ministros Luiz Fux e Marco Aurélio Mello, que havia pedido vista na ocasião. As informações são de Wesley Oliveira, da Gazeta do Povo.

Votaram pelo reconhecimento da parcialidade os ministros Gilmar Mendes (relator), Kassio Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Votaram contra os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio e Luiz Fux. Com isso, o plenário confirma o resultado do julgamento que já havia sido feito pela Segunda Turma do STF, que também acatou, por maioria de votos, a suspeição de Moro para julgar o ex-presidente.

Na retomada do caso nesta quarta, o ministro Marco Aurélio criticou o desfecho do julgamento. “O juiz Sergio Moro surgiu como um verdadeiro herói nacional e então, do dia para a noite, ou melhor, passado algum tempo, é tomado como suspeito. E aí caminha-se para dar o dito pelo não dito em retroação incompatível com os interesses da sociedade, os interesses maiores do Brasil”, afirmou.

A conclusão do julgamento sacramenta a maior derrota da Operação Lava Jato dentro do STF. O caso começou a ser julgado em 2018, depois que a defesa de Lula apresentou um recurso alegando que Moro não respeitou os princípios da imparcialidade ou neutralidade durante a análise do processo do petista.

Os advogados afirmavam que Moro agiu com “parcialidade” e “motivação política” contra Lula, violando princípios básicos do devido processo legal. Com o resultado do julgamento desta quarta-feira todas as provas colhidas durante as investigações nesse processo terão que ser descartadas e o processo anulado.

Da Gazeta do Povo

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