PELO MENOS 218 CIDADES DO PARANÁ JÁ IMPLANTARAM MEDIDAS RESTRITIVAS

PELO MENOS 218 CIDADES DO PARANÁ JÁ IMPLANTARAM MEDIDAS RESTRITIVAS

Nova pesquisa semanal da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que pelo menos 218 cidades do Paraná (66,9%) implantaram medidas restritivas de circulação ou atividades econômicas na semana passada para conter a nova onda de Covid-19, que já começa a pressionar o sistema de saúde do Paraná. A pesquisa ouviu 326 das 399 cidades do Estado entre 19 e 20 de maio. As informações são de Josianne Ritz, do Bem Paraná.

Curitiba foi uma dessas cidades que aumentou as medidas restritivas. Apesar de manter a Bandeira Laranja, a Prefeitura de Curitiba estendeu o lockdown, que anteriormente valia apenas aos domingos, também para sábado. Além disso, também há alteração no horário de funcionamento de algumas atividades não essenciais e ampliação de uma hora no toque de recolher, passando a ser das 21h às 5h (antes era das 22h às 5h). As medidas valem até o dia 26 de maio e há uma forte tendência de a capital paranaense migrar para a bandeira vermelha.

A Prefeitura de Guarapuava, na região Central do Estado, também resolveu adotar adotar novas medidas restritivas até o dia 31 de maio.”A pandemia tem atingido proporções assustadoras e isso tem causado um colapso e sobrecarga no sistema de saúde. Nossa única opção é tomar medidas drásticas para evitar a circulação das pessoas e tentar conter essa proliferação dos casos”, disse o prefeito Celso Góes (Cidadania), ao anunciar o lockdown.

Com as novas medidas, o toque de recolher passa a ser das 20h às 06h. Além disso, alguns serviços serão fechados integralmente e outros poderão funcionar condicionados a restrições de horário, ocupação, capacidade e modalidade de atendimento. No caso de mercearias, minimercados, mercados, supermercados, hipermercados, panificadoras, açougues e lojas de conveniência, está permitido o funcionamento de segunda a sábado das 7h às 20h, seguindo o protocolo sanitário específico para esta categoria.

O setor do comércio poderá funcionar somente por delivery de segunda a sexta, das 8h às 18h. Bares, restaurantes e similares também poderão funcionar exclusivamente na modalidade delivery, todos os dias das 8h às 00h. O decreto prevê ainda a proibição da circulação de pessoas em praças e parques, bem como, a prática esportiva coletiva nesses espaços. As academias e quadras poliesportivas também estão proibidas de funcionar.

O próprio secretário de Saúde Beto Preto afirmou que o governo do Paraná estuda adotar medidas mais rígidas nesta semana. A declaração foi dada ao jornal do Meio Dia da RPC, afiliada da Rede Globo em Curitiba, no sábado (22/05) ao falar do aumento do número de diagnósticos positivos para o coronavírus. Beto Preto disse que número de leitos de UTI específicos para Covid-19 será ampliado com a utilização de 150 a 300 leitos que, atualmente, são para tratamento de pacientes vítimas de traumas ou de outras doenças. “É a última cartada, estamos no limite”, disse o secretário ressaltando que os casos estão se avançado exponencialmente.

Oitenta cidades do Paraná apontam falta de vacinas
O número de cidades do Paraná que registram falta de vacinas antiCovid vem caindo gradativamente. De acordo com a pesquisa da CNM, 80 cidades do Paraná apontaram falta de vacinas (24,5%). Entre as cidades que apontaram falta de imunizantes, 45 (56,3%) apontaram escassez da primeira dose e 49 (61,3%) da segunda dose. A vacina Coronavac, do Instituto Butantan, é que apresenta maior escassez: 45 cidades (80,4%), seguida da Astrazeneca em nove municípios (16,1%). A sondagem da Confederação ainda questionou se os municípios paranaenses possuem câmara fria própria ou de terceiros para acondicionar o imunizante da Pfizer. Das 326 prefeituras que responderam o questionário, 130 (39,9%) disseram que têm acessso aos chamados ultrafreezers, 145 (44,5%) disseram que não e 51 (15,6%) não responderam. Entre as cidades que não possuem os ultrafreezrs, 29 (20%) disseram que pretendem comprar o equipamento, enquanto 108 (74,5%) não têm planos de adquirir.

Sobre a vacinação, 244 prefeituras do Paraná (74,8%) apontaram que já iniciaram a vacinação contra Covid-19 em grávidas em puérperas. Outras 81 cidades (24,8%) disseram que não começaram ainda a vacinar o grupo. De acordo com sondagem, 58 cidades do Paraná (17,8%) apontam o risco iminente do hospital da sua região ficar sem kit entubação.

Dados nacionais
Mais de mil municípios ainda relataram a falta de vacina para imunizar a população contra a Covid-19 nesta semana, segundo pesquisa da CNM. Participaram do levantamento, realizado entre os dias 17 e 20 de maio, 3.287 Municípios de todo o Brasil. Entre os municípios que declararam enfrentar esse problema, a falta de vacinas para a segunda dose atingiu 79,3%. Já 39,9% dos Municípios não conseguiram aplicar a primeira dose no grupo prioritário.

Segundo a pesquisa, a falta da segunda dose da Butantan/Coronavac foi informada por 87,9% dos Municípios e da Fiocruz/Astrazenec faltou em 11,5%. Analisando os dados sobre a falta de vacinas nesta semana por tamanho de Município, identificou-se que a falta se dá de forma uniforme em Municípios de pequeno e médio portes, ambos com 31%. Em grandes cidades esse percentual cai para 15%.

Sobre a vacinação com o imunizante da Pfizer, a CNM questionou os Municípios se eles possuem câmaras frias próprias e ou de terceiros para armazenar as vacinas. Em 44,2% dos Municípios há meio correto para o armazenamento, enquanto em 39,6% declararam que não possuem estes equipamentos. Importante destacar que a vacina é atualmente distribuída apenas para capitais, em decorrência da indicação de que o imunizante precisaria ser armazenado em refrigeração de -70ºC ou em geladeira comum por até cinco dias.

A pesquisa também aponta que 75,3% dos Municípios pesquisados já iniciou a vacinação de grávidas e puérperas. No entanto, em decorrência da recomendação da Anvisa e do Ministério da Saúde, 34,3% dos Municípios afirmaram que interromperam a vacinação desse público.

Mais de 60% dos Municípios pesquisados ainda estão adotando medidas restritivas, como fechamento de serviços não essenciais e outras ações. Em 22,8%, não houve esse tipo de medida nesta semana.

Foto: Ari Dias / AEN

Do Bem Paraná

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