PARA GILMAR MENDES, “LAVA JATO É UM RISCO À DEMOCRACIA”

PARA GILMAR MENDES, “LAVA JATO É UM RISCO À DEMOCRACIA”

A Folha de São Paulo e o UOL iniciaram um programa de entrevistas no domingo (15), em Brasília. O primeiro convidado foi o ministro Gilmar Mendes (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), que foi entrevistado por Thais Arbex (Folha) e Tales Faria (UOL).

Em polêmica entrevista, Gilmar Mendes criticou a CPI da Lava Toga, que diz ser flagrantemente inconstitucional, por infringir o princípio da separação dos poderes.

Questionado sobre o vazamento da conversa gravada entre Dilma e Lula (caso Bessias) com a autorização do então juiz Sérgio Moro, Gilmar Mendes vê um “conjunto muito preocupante de ilegitimidade”. A crítica de Mendes é que houveram vazamentos seletivos com interesses eleitorais, que teriam se confirmado com o ingresso de Moro no governo Bolsonaro.

Sobre a Receita Federal, o ministro enxerga um “crise institucional”. Mendes cita conversa de Deltan Dallagnol com Roberto Leonel, superintendente da receita em Curitiba que foi promovido para o COAF. Na conversa, denominada por Mendes de “conversa de comparsas”, Dallagnol teria pedido a Leonel “para cometer crime”. E cobra explicações do diálogo.

Quanto a indicação de Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República (PGR), Gilmar Mendes vê uma “mudança positiva”.

Gilmar acusa Deltan Dallagnol de ter “monetizado a Lava Jato”, isto é, ganhado dinheiro com a operação, o que o ministro tipifica como crime de corrupção. E critica a Corregedoria do Ministério Público por não ter atuado, mesmo sabendo dos ilícitos praticados pelo procurador.

Gilmar Mendes vê ainda a Lava Jato como um risco para a democracia, sob o argumento de que “não se pode contrariar” a operação. Cita diversos crimes e abusos cometidos na operação e questiona: “que poder incontestável é esse?”

Assista a entrevista de Gilmar Mendes na íntegra na TV Uol:

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