ORIOVISTO: “INDEPENDÊNCIA DO BANCO CENTRAL FOI UMA APROVAÇÃO FASCINANTE”

ORIOVISTO: “INDEPENDÊNCIA DO BANCO CENTRAL FOI UMA APROVAÇÃO FASCINANTE”

O senador paranaense Oriovisto Guimarães (Podemos) classificou o projeto que dá independência ao Banco Central como o mais importante votado pelo Senado em 2020. “A independência do Banco Central foi uma aprovação fascinante do Senado. Mas ainda precisa ser aprovada na Câmara. É uma medida que coloca o Brasil em igualdade de condições com a maioria dos países desenvolvidos”, disse, ao fazer um balanço do ano. As informações são de Roger Pereira, da Gazeta do Povo.

Entre as propostas já aprovadas pelas duas casas legislativas e sancionadas pela Presidência da República, ele destaca os marcos regulatórios do saneamento básico e do gás, “além de todos os projetos relativos ao socorro a trabalhadores, empresários e administrações públicas por conta da pandemia”.

“O ano de 2020 foi completamente atípico, com todas as sessões remotas. As dificuldades de reuniões por via remota são imensas. Todas as comissões, que são onde realmente acontece o trabalho de pesquisa, debate, de audiências públicas, de discussões, foram interrompidas porque não se podia juntar pessoas. Mesmo assim, trabalhamos bastante. Não houve recesso no meio do ano e já se fala em não ter recesso em janeiro também”, comenta.

O senador lamentou, contudo, que a pauta da pandemia acabou atropelando a pauta ética no Congresso e, com isso, projetos considerados fundamentais para ele não foram discutidos. “A prisão em segunda instância não avançou, o fim do foro privilegiado está esperando na Câmara.”

Oriovisto lembrou, ainda, que o Congresso ficou devendo a aprovação das reformas tributária e administrativa e projetou que, se as reformas não forem aprovadas em 2021, o Brasil será colocado em dificuldade econômica ainda maior. “2021 vai ser um ano decisivo para o país. Já vínhamos, antes da pandemia, com a economia em situação pré-falimentar: dívida pública gigante e projeção de déficit fiscal em todos os anos do governo, o que é seríssimo. Então, não tem como, no ano que vem, não aprovar reforma tributária, reforma administrativa, PEC emergencial, pacto federativo, PEC dos fundos. Trabalho para o ano que vem vai ter, e muito, e vai ser essencial, sob pena de o Brasil ter uma economia desastrosa”, sentencia.

Foto: Agência Senado

Da Gazeta do Povo

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