OBRAS REFORÇAM SEGURANÇA NA CASA DE CUSTÓDIA DE MARINGÁ

OBRAS REFORÇAM SEGURANÇA NA CASA DE CUSTÓDIA DE MARINGÁ

O Governo do Estado investiu cerca de R$ 1 milhão em obras na Casa de Custódia de Maringá (CCM), no Noroeste do Estado. A reforma envolveu pintura externa e interna; alambrados nas celas para coibir entrada de materiais ilícitos; reestruturação elétrica (nova iluminação de LED); e reparos emergenciais. É a maior intervenção na unidade desde 2008, ano da sua inauguração.

Os grandes alambrados colocados ao redor das janelas de todas as celas da unidade são a principal novidade. Eles formam cápsulas de proteção contra a entrada de materiais ilícitos e tentativas de comunicação com o exterior, além de reforçar a estrutura contra fugas. A ideia responde à necessidade de alguma intervenção diante da proximidade das celas com a muralha. E, diante dos primeiros resultados positivos, ela deve ser exportada para as demais unidades do sistema penitenciário paranaense.

Segundo a direção da CCM, no ano passado foram arremessados para dentro da unidade mais de 1.000 aparelhos celulares e drogas lícitas (cigarros) e ilícitas (maconha). O projeto foi concluído em maio deste ano e já em junho a média de achados, que era de cerca de 85 a 100 celulares por mês, caiu para apenas 20.

Outra vantagem da estrutura é o obstáculo adicional para arremesso de objetos entre os próprios internos e fuga a partir da cela. Esse impedimento é fundamental para evitar eventuais disputas de poder.

“Estamos dispostos a melhorar o sistema penitenciário. Esse reforço levará mais segurança para os agentes penitenciários e para os apenados. Estamos investindo em novas construções e na reforma das unidades existentes, que desempenham papel fundamental na proteção da sociedade”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

O secretário da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares, acrescenta que a reforma dará mais condições aos agentes penitenciários para desempenharem seus papéis na execução penal. “Precisávamos desses alambrados, da nova iluminação e de uma reforma interna. Esse investimento melhorará cada vez mais a rotina dessa penitenciária”, ressalta. “Estamos impedindo a comunicação irregular com o mundo exterior, o que pode gerar inúmeras situações alarmantes”.

COVID-19 – A CCM também é um dos exemplos de como as penitenciárias paranaenses tiveram que se adaptar com a pandemia do novo coronavírus. Desde março, o Governo do Estado vem adotando medidas de prevenção para evitar a proliferação de casos da Covid-19 na população carcerária. O Plano de Ação Integrada é executado em conjunto pelas Secretarias de Estado da Segurança e da Saúde.

Perto de um dos pátios de sol da CCM está uma sala de videoconferência onde ocorrem as chamadas visitas virtuais, que permitem contato dos presos com os familiares, importante passo para a reintegração social. Desde o começo da pandemia 300 conversas já ocorreram na unidade. Com duração média de 15 a 30 minutos, presos de 43 unidades penais do Paraná já podem contactar seus familiares por meio de interações virtuais pré-agendadas.

Seguindo o protocolo, todos os presos com sintomas gripais estão sendo testados. Aqueles que apresentarem sintomas leves ou sinais de agravamento da síndrome gripal são encaminhados à rede pública de saúde local para avaliação médica. Os custodiados positivados são direcionados para a Cadeia Pública de Campo Mourão, que funciona como unidade sentinela. E os novos internos passam por 14 dias de quarentena antes de ingressar na unidade.

Em relação aos agentes penitenciários foi implementado um sistema de controle no portão principal com aferição de temperatura. Também há dispensadores de álcool em gel em todos os ambientes e a sanitização dos espaços comuns (refeitórios, banheiros e administração) foi redobrada.

Foto: Geraldo Bubniak / AEN

Da Agência Estadual de Notícias

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