MORO SE FILIA AO UNIÃO BRASIL E DIZ ABRIR MÃO DE CANDIDATURA A PRESIDENTE

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro reconheceu hoje que desistiu, “nesse momento”, de disputar a Presidência da República. Em nota publicada em suas redes sociais, Moro confirmou que se filiou ao União Brasil e que não deverá concorrer ao Planalto em outubro. As informações são de Rai Aquino e Rafael Neves, do UOL.

“Para ingressar no novo partido, abro mão, nesse momento, da pré-candidatura presidencial e serei um soldado da democracia para recuperar o sonho de um Brasil melhor”, escreveu o ex-magistrado, que se opõe ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao presidente Jair Bolsonaro (PL), líderes nas pesquisas.

O Podemos, que se preparava para a campanha, afirmou que ficou sabendo pela imprensa da saída dele do partido. “Para a surpresa de todos, tanto a Executiva Nacional quanto os parlamentares souberam via imprensa da nova filiação de Moro, sem sequer uma comunicação interna do ex-presidenciável”, reclamou a sigla, em nota divulgada no início da noite.

Há a expectativa de que Moro passe a mirar uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo, no novo partido, mas ele não tratou do assunto no comunicado. O ex-magistrado afirmou apenas que vai contribuir na busca por uma candidatura de terceira via à Presidência.

Moro fez a troca de legenda no penúltimo dia da janela partidária. Até então, o ex-ministro da Justiça estava filiado ao Podemos e vinha oscilando entre a 3ª e a 4ª colocação nas pesquisas para Presidente, sem chegar a alcançar dois dígitos de intenção de voto.

Um dos motivos para a saída de Moro do Podemos teria sido financeiro. A presidente nacional da legenda, Renata Abreu, não estaria disposta a investir o dinheiro do partido em uma campanha presidencial, bem mais cara que as locais.

O Podemos terá, neste ano, a 11ª maior fatia do fundo partidário, com cerca de R$ 187 milhões. O União, por sua vez, receberá mais que o quádruplo: R$ 770 milhões. A legenda foi a maior beneficiada com a aprovação do novo fundão de R$ 4,9 bilhões, que foi estipulado pelo Congresso, aprovado por Bolsonaro e validado pelo STF.

Do UOL.

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