MOMENTOS ANTES DE VAZAR À IMPRENSA, SÓ GABINETE DE RENAN TEVE ACESSO A DADOS SIGILOSOS DE RICARDO BARROS

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Na busca de identificar possíveis responsáveis pelos vazamentos dos dados sigilosos que estão em poder da CPI da Pandemia, a mesma CPI admite que errou ao informar que ninguém acessou dados de Ricardo Barros. servidores lotados no gabinete do relator da CPI, senador Renan Calheiros, entraram na ferramenta digital pelo menos 15 vezes antes da publicação na imprensa.

Um documento encaminhado pela CPI ao Supremo Tribunal Federal (STF) aponta os logins que acessaram pelo sistema do Senado o relatório do Coaf produzido especialmente para a CPI. Informações do documento sigiloso embasaram uma reportagem publicada no portal R7 no dia 26/08, às 21h12.

O registro do Senado aponta que às 12h18 do dia 26/08, o servidor comissionado Weiller Diniz de Oliveira, lotado no gabinete do senador Renan Calheiros, acessou o relatório do Coaf. O nome de Weiller aparece novamente acessando o documento às 18h53.

Produzido especialmente para a CPI, o levantamento do Coaf também foi acessado pela servidora Izabelle Torres Azevedo, comissionada da liderança da maioria e que era lotada no gabinete de Calheiros até 2019.

Izabelle acessou por 13 vezes o relatório no dia 26/08. O documento aponta o login da funcionária de Renan Calheiros dando entrada no sistema por diversas vezes entre às 18h18 e às 19h07. Assim como Weiller, Izabelle ocupa uma função SF02 com remuneração.

A defesa do deputado Ricardo Barros já solicitou providências ao STF para a responsabilização do ato criminoso de vazamento de documentos sigilosos e anexou essas impressões.

RETIFICAÇÃO – O ofício encaminhado pela CPI ao STF na  noite desta segunda-feira (30/08), com a listagem das pessoas que acessaram o documento do Coaf, retifica o documento de sábado (28/08) que afirmava que ninguém tinha acessado os dados no sistema. Renan e Aziz enganaram a ministra Carmem Lúcia. Barros só teve acesso ao relatório do Coaf depois da publicação da reportagem no portal R7.

A informação errada influiu nas decisões seguintes da ministra do STF. A defesa recorrerá pedindo reconsideração.

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