LÍDER DO GOVERNO, RICARDO BARROS, DEFENDE NOVA CONSTITUIÇÃO

LÍDER DO GOVERNO, RICARDO BARROS, DEFENDE NOVA CONSTITUIÇÃO

O líder do governo Bolsonaro na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), defendeu nesta segunda-feira (26/10) a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte para escrever uma nova Constituição para o Brasil. Segundo o parlamentar, a Carta atual torna o país ingovernável, além de fomentar o ativismo político do Poder Judiciário e dos órgãos de controle, como o Ministério Público (MP). As informações são de Kelli Kadanus, da Gazeta do Povo.

“Nossa Constituição, a Constituição Cidadã… o presidente Sarney já dizia isso quando a sancionou, que ela tornaria o país ingovernável. E o dia chegou. Temos um sistema ingovernável. Estamos há seis anos com déficit fiscal primário, ou seja, gastamos menos do que arrecadamos”, disse o vice líder do governo.

“Eu defendo uma nova Assembleia Nacional Constituinte. Acho que devemos fazer um plebiscito, como fez o Chile, para que possamos refazer a Carta Magna e escrever muitas vezes nela a palavra ‘deveres’, porque nossa Carta só tem direitos. É preciso que o cidadão tenha deveres com a nação”, completou Barros.

Segundo o deputado, apenas reformar a Constituição, através de propostas de emenda constitucional (PECs),  não dará ao Brasil condições de adquirir governabilidade no longo prazo.

Para Barros, também é importante escrever uma nova Constituição para reequilibrar os poderes e conter o ativismo de órgãos de controle. “Quando eu falo em reformar a Constituição, eu penso também em equilibrar os poderes. O poder fiscalizador ficou muito maior do que os demais e, numa situação incompreensível, de inimputabilidade [de seus agentes]. Juízes, promotores, fiscais da Receita, agentes do Tribunal de Contas da União, da Controladoria-Geral da União provocam enormes danos com acusações infundadas e nada respondem por isso”, criticou o vice-líder do governo.

Segundo o parlamentar, o Poder Legislativo se sente acuado por órgãos de controle. “O Legislativo se sente acuado, muitas vezes, por quase uma chantagem que lhe é imposta, por uma intimidação que lhe é imposta por órgãos de controle, por um ativismo político visível que atinge a todos aqueles que assumem posição de protagonismo, que coloca todos sob acusações”, disse o deputado.

Repercussão
Segundo o colunista Chico Alves, do UOL, Ricardo Barros falou à coluna que apesar das muitas críticas recebidas, “a repercussão foi boa”. “Recebi vários apoios de quem não seria atingido com o fim dos privilégios”, comentou Barros. Ele não quis revelar os nomes desses apoiadores. “Se eles quiserem tornar público, que o façam”, disse o deputado. “Falei ‘eu pessoalmente defendo um plebiscito’, não falei em nome do governo e deixei para decisão popular. Qual o motivo dessa reação?”, quer saber o o líder do Governo na Câmara.

Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados

Da Gazeta do Povo e UOL

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