JUSTIÇA PROÍBE BOCA ABERTA DE EMITIR OFENSAS CONTRA PROMOTORES

Foto: Michel Jesus/Agência Câmara

Em caráter liminar, o juiz João Henrique Coelho Ortolano, da 5ª Vara Criminal de Londrina, determinou que o deputado federal Boca Aberta (Pros) cumpra medida cautelar pelos crimes de calúnia, difamação e injúria cometidas contra o coordenador do Gepatria (Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa) Renato de Lima Castro e contra a promotora de Justiça, Leila Schimiti. Ainda cabe recurso no TJ (Tribunal de Justiça). As informações são de Guilherme Marconi, do Bonde.

A medida cautelar, diversa à prisão, foi imposta após representação formulada por Lima Castro diante de vídeos e áudios que têm sido divulgados de forma reiterada, além de áudios enviados em grupos e para a imprensa acusando o Ministério Público e o Judiciário com ofensas pessoais contra os promotores.

“As declarações proferidas pelo representado superam os limites de sua liberdade de expressão, uma vez que teria atingido a honra objetiva e subjetiva do promotor de Justiça Renato de Lima Castro, em represália à sua atuação como Coordenador do Gepatria, do Ministério Público em Londrina, ao ajuizar ações civis públicas em face do requerido e seus familiares. Nesse mesmo sentido, o representado passou a ofender a honra objetiva e subjetiva da Promotora de Justiça Leila Schimit”, escreveu o juiz.

Os ataques de Boca Aberta contra o Ministério Público, contra jornalistas e veículos da imprensa subiu o tom após início das investigações de um suposto desvio de kit escolares que deveriam ser distribuídos na íntegra para cinco colégios estaduais de Londrina por meio do Paraná Esporte, órgão da Secretaria Estadual de Educação.

O assunto virou alvo de uma ação de improbidade administrativa contra o deputado estadual Boca Aberta Junior (Pros). O deputado estadual também responde a outro ação de improbidade por suposto esquema de ‘rachadinha’ de salários em seu gabinete na Assembleia Legislativa. Os processos foram ajuizados pelo promotor do Gepatria.

Do Bonde.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *