JMK NÃO REPASSOU ÀS OFICINAS R$ 18 MILHÕES QUE RECEBEU DO ESTADO

JMK NÃO REPASSOU ÀS OFICINAS R$ 18 MILHÕES QUE RECEBEU DO ESTADO

Gestora da manutenção da frota do Governo do Paraná de janeiro de 2015 a maio de 2019, a JMK acumula mais de R$ 18 milhões em dívidas com as oficinas credenciadas. O valor se refere à diferença entre os pagamentos feitos pelo Estado à empresa (R$ 174,9 milhões) e os repasses da JMK aos prestadores de serviços (R$ 156,6 milhões), informou nesta quarta-feira (14) o atual diretor do Departamento de Gestão do Transporte Oficial (DETO), Marco Antônio Ramos, em depoimento à CPI da JMK da Assembleia Legislativa. 

“Após as oitivas de todos os gestores do DETO no período do contrato com a JMK, ficou evidente a bagunça e a desorganização no principal órgão responsável pela fiscalização”, afirmou o presidente da CPI, deputado estadual Soldado Fruet (PROS). “Foram várias trocas de comando no DETO e cada um que entrava dizia que ia resolver os problemas, mas a situação ficava pior do que estava”, comentou. Conforme os depoentes, o DETO sempre teve poucos funcionários – são cinco atualmente, contando com um militar cedido pela PM. 

Segundo o Soldado Fruet, as falhas ocorridas desde a licitação até a execução do contrato com a JMK revelam profundo descaso com dinheiro público. “As oficinas que têm dinheiro a receber da JMK estão recorrendo à Justiça para receber o que têm direito”, disse. “Vamos descobrir quem foram os responsáveis por essa falcatrua que lesou os cofres públicos e prejudicou serviços essenciais aos paranaenses, como segurança e saúde”, destacou. 

OITIVAS – O atual diretor do DETO relatou que, ao assumir o cargo no último dia 1º de fevereiro, encontrou o sistema de manutenção em colapso, com 40% da frota parada. Marco Antônio contou que, após várias notificações e quatro reuniões com representantes da JMK, percebeu que não havia mais possibilidades de ajustes na esfera administrativa e, com auxílio da Procuradoria Geral do Estado, partiu para a esfera judicial. Conforme o diretor, após a contratação emergencial da Maxifrota, mais de 2 mil veículos já foram consertados e ainda há cerca de 5 mil à espera de reparos. 

Também foram ouvidos ontem os ex-diretores do DETO Ernani Augusto Delicato (janeiro a fevereiro de 2015) e João Maria dos Santos (novembro de 2016 a setembro de 2018). Ernani se esquivou de algumas perguntas, elogiou o software de gestão e admitiu possibilidade de falhas na fiscalização. João Maria citou a resolução governamental que nomeou Cesar Ribeiro Ferreira como gestor de manutenção e alegou não ter responsabilidade sobre a JMK.

Foto e informações reproduzidas da assessoria do deputado Soldado Fruet

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