GOVERNO DECRETA SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA HÍDRICA NO PARANÁ

GOVERNO DECRETA SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA HÍDRICA NO PARANÁ

Não bastasse o novo coronavírus e todos os problemas decorrentes, uma outra crise se apresentou aos paranaenses de forma quase que concomitante. Em março, enquanto Curitiba adotava o isolamento social, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) implantava o rodízio de abastecimento de água na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), que na prática significa o racionamento. E quase dois meses depois, o governo decretou, nesta quinta-feira (07/05), situação de emergência hídrica. A medida busca agilizar processos e evitar que a população possa ficar sem água por um longo período. As informações são de Rodolfo Luis Kowalski, do Bem Paraná.

O que acontece é que desde junho do ano passado o Paraná vem registrando, mês a mês, índices pluviométricos bem abaixo da média histórica. A estiagem, tanto no Estado como na Capital, é a pior das últimas duas décadas, pelo menos. Levantamentos iniciais do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) apontam que o período de escassez de chuvas deve se estender até setembro. De acordo com o Simepar, o déficit de chuvas atingiu o Estado de forma generalizada em abril, variando entre 30% a 90% dependendo da região.

Levantamento mais recente do Simepar revelou que há um déficit acumulado de chuvas para a região de Curitiba de -43,1%, Ponta Grossa (-40%), Guarapuava (-47,2%), Foz do Iguaçu (-34,7%), Cascavel (33,8%), Umuarama (-31,1%), Litoral (-22,7%), Maringá (-15%) e para Londrina, também de -15%. No geral, o acumulado negativo de pluviosidade é de aproximadamente – 30% no Paraná.

Grande Curitiba
E de acordo com a Sanepar, o sistema que abastece Curitiba e região tem autonomia para atender a demanda por mais três ou quatro meses. “Nós temos uma gordura para queimar em função dos investimentos feitos pela Companhia. Temos um plano de obras pensando no saneamento e no abastecimento para daqui a 30 anos. Mas precisamos estar em estado de alerta, todos nós”, afirma Fabio Basso, gerente de produção para Curitiba e região metropolitana da Sanepar.

Represa do Passaúna quase vazia revela muito mais que a falta de água
Quem passa pela Represa do Passaúna, entre Curitiba e Campo Largo, que está quase vazia, encontra uma série de resíduos descartados indevidamente no local. Placas de trânsito e carcaças de veículos, quadros de bicicleta e também aquele lixo mais facilmente visto — plásticos, garrafas, latinhas e pneus — estão sendo retirados por uma equipe Amigo dos Rios, da Limpeza Pública, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

“O trabalho ainda deve seguir até hoje. Nosso planejamento é fazer a limpeza desde a ponte da Avenida Eduardo Sprada até a chaminé, no final do Passaúna, dentro do município de Curitiba”, conta o diretor de Limpeza Pública, Edélcio Marques dos Reis.

São cerca de 20 pessoas da equipe especializada em limpeza de rio no serviço, todas usando os equipamentos de proteção do dia a dia, além de máscaras.

Na área do parque, o Departamento de Parques e Praças também atua na limpeza. Por lá, os resíduos mais retirados do lago foram as telhas que cobriam as pontes até pouco tempo atrás.

“Já sabíamos que as coberturas eram alvos frequentes de vandalismo, por isso optamos pela sua retirada na reforma das estruturas no último mês de fevereiro”, explica o diretor de Parques e Praças, Jean Brasil. Até agora, foram seis metros cúbicos de entulhos. Além das telhas, garrafas, latas e troncos.

A imagem dos trabalhadores em meio ao que há pou cos meses era a represa cheia deve ser um incentivo à medidas para economia de água pela população. Não lave carros, feche a torneira quando não estiver utilizando e, quando for possível e não houver necessidade de água potável, opte por água de reúso, é a recomendação da Prefeitura.

Foto: Franklin Freitas

Do Bem Paraná

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