FORMADOR DE MAIORIAS

FORMADOR DE MAIORIAS

O deputado federal Ricardo Barros (Progressistas) (foto) nunca negou suas duas especialidades como parlamentar: conseguir recursos para o Paraná e formar maiorias.

Antes de assumir o ministério da saúde, Barros já foi líder ou vice-líder de três governos. Sempre conseguiu formar maiorias e montar bases consistentes para os governos que liderou.

E, na última semana, o deputado voltou a dar demonstrações de que, mesmo não participando diretamente do atual governo federal, não perdeu sua habilidade em formar maiorias.

Na quarta-feira (14), a eleição para a presidência da FIEP – Federação das Indústrias do Paraná prometia ser a mais disputada dos últimos tempos. O favorito era José Eugênio Gizi, que tinha o apoio da cúpula do governo estadual. Em nome do governador, os secretários estaduais Beto Preto (saúde) e Norberto Ortigara (agricultura), além de Eduardo Sciarra, trabalhavam arduamente e faziam campanha aberta para Gizzi.

Do outro lado, o maringaense Carlos Walter Martins Pedro tinha o apoio do atual presidente da federação, Edson Campagnolo. E de… Ricardo Barros. Com a ajuda de Ágide Meneguetti (presidente da FAEP – Federação da Agricultura do Estado Paraná) e de Marco Tadeu Barbosa (presidente da FACIAP – Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná ), entre outros, o deputado articulou nos bastidores para ajudar Pedro a formar maioria e vencer a eleição.

Na noite do mesmo dia, no Congresso Nacional, precisou de apenas três horas para formar maioria e aprovar, com folgas, o projeto de lei que trata do abuso de autoridade. Além de relator do projeto na Câmara, Barros sempre defendeu que servidores de todos poderes devem responder por crimes cometidos. E, para tanto, trabalhou para “acabar com a inimputabilidade” de membros do ministério público e do judiciário.

O ex-ministro da saúde também se ofereceu para trabalhar pelo combate ao crime. Ao notar a grande resistência que o ministro Sérgio Moro encontrou no Congresso para aprovar o pacote anticrime, Ricardo Barros se colocou à disposição para ajudar o seu conterrâneo a discutir o texto com os líderes partidários e construir uma maioria para aprovar o projeto de lei, que é tido pelo ministro da Justiça como a grande prioridade da sua gestão. Certo de que aprovaria o pacote anticrime sem a necessidade de articulação, Moro agradeceu a ajuda do colega mas optou por não abrir discussão sobre o projeto. E o pacote anticrime não andou.

Barros explica porque é necessária a articulação para formar maiorias:

Todos os dias, representantes de caminhoneiros, de advogados, de sem-terra, de indígenas, dos municípios, e de todos os setores que se possa imaginar, circulam pelo Congresso pedindo a aprovação de matérias dos seus interesses. O que é isso? Isso é articulação. Trabalham para convencer os partidos a apoiarem seus projetos. Da mesma forma, se o governo não articular com o Congresso, terá dificuldades para aprovar matérias do seu interesse.”

E as habilidades de levantar recursos e formar maiorias do deputado não devem demorar para entrar em ação novamente. Membro do Parlasul, Ricardo Barros vai trabalhar para viabilizar a construção da ferrovia interoceânica ligando os portos de Paranaguá, no Paraná, a Antofagasta, no Chile:

Paranaguá - Antofagasta
Foto: Contraponto

A construção da ferrovia, que ligará portos situados em diferentes oceanos (Paranaguá no Atlântico e, Antofagasta no Pacífico) representará um grande avanço na infraestrutura paranaense, que deve gerar bons reflexos na economia do Estado.

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