EM CONSULTA PÚBLICA, MAIORIA DIZ NÃO À EXIGÊNCIA DE RECEITA PARA VACINA

Foto: Walterson Rosa/MS

A maioria das pessoas que respondeu à consulta pública, aberta pelo Ministério da Saúde, sobre a vacinação de crianças entre 5 e 11 anos contra a covid-19 foi contra a necessidade de receita médica para a imunização do público infantil. De acordo com o governo federal, a sondagem recebeu, até o encerramento na noite do último domingo, 99.309 respostas. As informações são de Taísa Medeiros Gabriela Bernardes, do Correio Braziliense.

O número foi informado pela secretária de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério, Rosana Leite de Melo, durante a audiência pública que debateu o assunto, na terça-feira (04/01), na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília. Em 16 de dezembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a aplicação da vacina Pfizer contra o novo coronavírus para crianças de 5 a 11 anos. Desde então, o governo federal tem colocado vários entraves à imunização, e a consulta pública — contestada por especialistas e pela Anvisa — foi apenas um desses.

O governo disse, ainda, que a maioria das pessoas que respondeu à sondagem foi contrária à obrigatoriedade da vacinação na faixa 5-11 anos. O próximo passo é a elaboração de um documento com as diretrizes a serem adotadas para a vacinação das crianças, com base no resultado da consulta e da discussão realizada na terça-feira (04/01).

A audiência no prédio da Opas contou com a participação de especialistas na área de saúde, entidades e autoridades. Durante a reunião, os convidados apresentaram dados e teses sobre a aplicação do imunizante no grupo infantil.

Do Correio Braziliense

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