ELEIÇÕES DEVEM MOVIMENTAR DISCUSSÕES NA ASSEMBLEIA EM 2020

ELEIÇÕES DEVEM MOVIMENTAR DISCUSSÕES NA ASSEMBLEIA EM 2020

Após um 2019 intenso, com aprovação das reformas administrativa e da previdência, os deputados estaduais dizem esperar um 2020 de menos “pautas bombas” e mais debates políticos e ideológicos na AL (Assembleia Legislativa) do Paraná. A expectativa é de que as eleições de outubro movimentem os bastidores, como é de praxe a cada dois anos.

Alguns parlamentares da Casa já aparecem como pré-candidatos, casos de Delegado Francischini (PSL), Goura (PDT) e Tadeu Veneri (PT), em Curitiba. A disputa na capital pode contar ainda com Maria Victoria (Progressistas), que concorreu no último pleito. Em Foz do Iguaçu (Oeste), Soldado Fruet (PROS) é um dos nomes lembrados.

Já em Londrina, Tiago Amaral (PSB), Cobra Repórter (PSD) e Tercílio Turini (Cidadania) foram apontados como possíveis nomes, embora o último descarte, citando André Trindade como postulante mais provável do partido. O novato Boca Aberta Jr. (PROS), por sua vez, deve se engajar na campanha do pai, o deputado federal Boca Aberta (PROS).

De acordo com o líder do governo Ratinho Junior (PSD) no Parlamento, Hussein Bakri (PSD), o processo eleitoral acaba influenciando os trabalhos. “Não há expectativa de nenhuma pauta ‘bomba’. Mas a eleição por si só mexe. Você tem uma base muito grande e em alguns momentos a base vai estar com dois candidatos na mesma cidade”, destaca.

Atualmente, dos 54 deputados estaduais, sete se declaram como de oposição e em torno de 40 integram a bancada governista. Os demais se dizem independentes. “O governo vai ter a tranquilidade de analisar, do ponto de vista político, o que fazer; talvez ficar neutro. É uma decisão do governador”, completa Bakri.

“Ano eleitoral é sempre um tanto conturbado. Quer queira, quer não, no curso do processo há interesses nas bases. Os senhores deputados poderão estar em embates entre os próprios parlamentares, na defesa dos interesses políticos que cada um tem”, opina o presidente da AL, Ademar Traiano (PSDB).

‘TRABALHAR EM HARMONIA’
Segundo o tucano, independentemente do cenário, a ordem é “trabalhar em harmonia para dar resultado ao Estado”. “Não sei ainda quais serão as iniciativas do governo, mas imagino que dentro desse processo de mudança que vem implementando o governador Ratinho ainda vai trazer muitas novidades para serem votadas aqui na Casa”, afirma.

Presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Francischini projeta um 2020 produtivo. “Tivemos em 2019 a maior produção legislativa dos últimos 29 anos”, destaca. Foram 64 reuniões, dentre ordinárias e extraordinárias, e 880 proposições discutidas. “Vamos manter a mesma produtividade, para bater o recorde. Ano eleitoral é normal. Cada deputado tem a sua base, a maioria no interior. Só acaba diminuindo a quantidade de projetos apresentados”, comenta.

Na avaliação de Veneri, que é líder da oposição, a proximidade do pleito confere aos parlamentares certa flexibilidade. “Falo flexibilidade porque os deputados acabam cedendo ao governo do Estado por conta das pressões que sofrem em suas regiões”, diz.

“O que penso que a Assembleia Legislativa deve fazer é aquilo que em parte não fez em 2019. Aprovou inúmeros projetos com emendas feitas por deputados, o que não poderia, leis com contradições e uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), a da previdência, com velocidade que descumpre o regimento. No ano que vem temos de ter um papel de fiscalizadores maior”, acrescenta o petista.

Foto: Orlando Kissner / Alep

Da Folha de Londrina

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