CURITIBA SUPERA A MARCA DE MIL MORTES PELA COVID-19

CURITIBA SUPERA A MARCA DE MIL MORTES PELA COVID-19

Curitiba chegou nesta terça-feira (01/09) a 1.010 mortes causadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia em março. A primeira morte pela doença foi confirmada no dia 6 de abril. Durante a live para apresentação dos dados, a secretária Márcia Huçulak se solidarizou com as vítimas e suas famílias. Ela lembrou que não faltou assistência — leitos, respiradores, medicamentos etc — nem cuidados com os pacientes. As informações são de Rodolfo Luis Kowalski e Mario Akira, do Bem Paraná.

As mil mortes até o momento mostram a gravidade da doença. Conforme o Ministério da Saúde, a cada ano Curitiba registra entre 9 e 11 mil mortes em geral (a média, de 1996 a 2018, foi de 9.822 mortes por ano na Capital paranaense). Ou seja, uma única doença, e em apenas cinco meses, atinge a marca de mil óbitos.

Os cartórios, por sua vez, já registram até aqui, em 2020, 8.523 atestados de óbitos em Curitiba, sendo 1.222 por Covid ou síndromes respiratórias. Isso significa que, neste ano, 14,19% das mortes no ano foram causadas por Covid-19 ou síndromes respiratórias.

Os casos e mortes pela Covid-19 tiveram um grande incremento a partir do fim de maio, consolidou-se em junho e chegou ao seu pico em julho. Em agosto os casos e mortes se estabilizaram.

A secretária Márcia Huçulak também lamentou a intensa movimentação na cidade no último fim de semana, que teve temperaturas altas. Segundo ela, neste início de semana foi registrado um aumento de 40% de procura nas unidades básicas de saúde e nas unidades de pronto atendimento, em relação ao início da semana anterior.

Além disso, completou, a taxa de transmissão do novo coronavírus voltou a subir, chegando a 1,14. Isso quer dizer que cada 100 infectados transmitem para 114 pessoas.

Márcia reforçou a importância de a população manter as práticas que são fundamentais para evitar que a doença volte a crescer na cidade: usar máscara em todos os ambientes, manter o distanciamento social (de no mínimo 1,5 metro entre as pessoas), evitar aglomerações e fazer uso frequente de álcool em gel (ou lavar as mãos com água e sabonete).

A secretária alertou sobre os cuidados necessário com o feriadão que se aproxima e disse que há risco de Curitiba voltar para bandeira laranja. A cidade retomou a bandeira amarela no dia 18 de agosto depois de ficar mais de dois meses em bandeira laranja, de alerta médio. Quando a cidade adotou a bandeira laranja, no dia 13 de junho, Curitiba cotnava com 1.777 casos confirmados e 78 óbitos de moradores da Capital.

Do Bem Paraná

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