CURITIBA PODE ESTAR SE APROXIMANDO DO PICO DE NOVA ONDA DA COVID-19, DIZ MÉDICO

Foto: Ari Dias/AEN

Com um preocupante aumento de 2.721,6% na média móvel de casos novos de Covid-19 desde o início do ano, num cenário que já faz elevar o número de óbitos e a demanda por internações, Curitiba pode estar próximo ou até mesmo já ter atingido o pico da nova onda pandêmica, causada pela difusão da variante ômicron e reforçada pelas aglomerações registradas nas festas de final de ano em 2021. As informações são do Bem Paraná.

“Ainda é difícil da gente determinar [quando a nova onda do coronavírus começará a perder força]. O que temos observado é que era para ser no final de janeiro esse pico, mas não para afirmar categoricamente que não teremos aumento pelas próximas duas ou três semanas. De toda forma, o pico deve estar próximo ou estamos no pico. Também não sabemos se terá um período de platô, com o número de pessoas infectadas se mantendo num período de dias ou semanas. Em outros países, depois que a ômicron entrou na jogada teve um pico e em seguida um declínio”, diz o médico Eduardo Senter, coordenador do Programa Priori, da Paraná Clínicas.

Segundo o médico, diferente do que aconteceu em outros momentos da pandemia (como na onda provocada pela variante delta, no primeiro semestre do ano passado), a velocidade com que estão ocorrendo as contaminações pelo coronavírus neste momento é algo inédito.

“Observamos que desta vez a velocidade com que essa nova onda veio foi muito mais logarítmica, um aumento muito mais abrupto. Nas demais [ondas de Covid-19] tinha um aumento gradativo. A cada dois, três dias a gente observava um aumento. E essa nova onda veio como uma avalanche de casos”, aponta o médico.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), desde o início do ano até o dia 27 de janeiro o número de casos ativos de Covid-19 no município deu um salto de 859,3%, passando de 1.401 registros para 13.440, aproximando-se do nível recorde de 14.271 casos ativos na cidade, registrado em 15 de março do ano passado. Nesse mesmo período, a média móvel de mortes subiu 801,8% (passando de 0,57 pra 5,14) e a de diagnósticos cresceu 2.721,6% (passando de 143,29 casos novos para 4.043).

A boa notícia, por outro lado, é que mesmo com um nível recorde de contaminações, o sistema de saúde de Curitiba não deve colapsar, como chegou a acontecer em 2021. E isso graças à vacinação contra a Covid-19, que tem prevenido quadros graves da doença pandêmica, evitando mortes e internações.

“Não acredito que vai existir um colapso da rede, mas um aumento, uma busca que pode persistir por mais alguns dias ou semanas de pronto-atendimento e telemedicina. Temos notado que não existem mais tantos casos graves, como observamos em 2021”, afirma o coordenador da Paraná Clínicas, ressaltando também a importância da vacinação. “Temos observado que as pessoas vacinadas internam numa proporção muito menor que os não vacinados.”

Casos ativos de Covid-19 em Curitiba e média móvel de 7 dias para casos novos e óbitos

Diagnósticos
27 de janeiro: 4.043
1º de janeiro: 143,29
Variação: +2.721,6%
Óbitos
27 de janeiro: 5,14
1º de janeiro: 0,57
Variação: +801,8%
Casos ativos
27 de janeiro: 13.440
1º de janeiro: 1.401
Variação: +859,3%
Ocupação de leitos na Grande Curitiba
UTI
27 de janeiro
Leitos disponíveis: 210
Leitos ocupados: 176
Taxa de ocupação: 83,8%
1º de janeiro
Leitos disponíveis: 123
Leitos ocupados: 40
Taxa de ocupação: 32,5%
Enfermaria
27 de janeiro
Leitos disponíveis: 482
Leitos ocupados: 260
Taxa de ocupação: 53,9%
1º de janeiro
Leitos disponíveis: 116
Leitos ocupados: 81
Taxa de ocupação: 69,8%

Do Bem Paraná.

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