COVID-19: PREFEITURA DE CURITIBA PRORROGA BANDEIRA LARANJA ATÉ SEXTA-FEIRA

COVID-19: PREFEITURA DE CURITIBA PRORROGA BANDEIRA LARANJA ATÉ SEXTA-FEIRA

A Prefeitura de Curitiba decidiu prorrogar o decreto da bandeira laranja até a próxima sexta (28/05). A decisão partiu do Comitê de Técnica e Ética Médica da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, que esteve reunido na tarde desta terça-feira (25/05) para avaliar os indicadores da pandemia na capital. No momento, segundo a prefeitura, a pontuação da bandeira fechou em 2,65, muito próximo dos 2,70 que eleva o alerta ao risco máximo (Bandeira Vermelha). Mesmo com um cenário de ascensão, em razão dessa instabilidade, os técnicos optaram pela prorrogação das medidas até uma nova análise na sexta-feira. As informações são de Josiane Ritz, do Bem Paraná.

Curitiba está hoje com uma taxa de 1.10 para transmissão do novo coronavírus (RT). Isso significa que 100 pessoas contaminadas podem transmitir a doença para outras 110 e indica elevação do nível de alerta da pandemia na cidade. Quando o RT fica abaixo de 1.0, significa queda. A ocupação de leitos para covid-19 na cidade também está em alta. Na manhã desta terça-feira (25/5), a Central Metropolitana de Leitos estava com 369 pessoas aguardando vagas para internamentos, sendo 176 para UTI e 193 para enfermarias. Deste total, 136 estavam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Curitiba, e as demais aguardavam a vaga em UPAs da Região Metropolitana.

Curitiba quer que toda região metropolitana adote mesmas medidas

A secretária de Saúde, Márcia Huçulak, havia anunciado na segunda (24/05) que pretendia mudar o alerta para bandeira vermelha nesta terça (25/05), porém em audiência na Câmara Municipal de Curitiba, ela afirmou que esperava uma medida restritiva do governo do Estado e fez um apelo para que as cidades da região metropolitana também façam medidas restritivas. Segundo fontes consultadas pela reportagem do Bem Paraná, Curitiba exige do governo do Estado um decreto que atinja toda região metropolitana de Curitiba para que seja possível conter o avanço da nova onda da coronavírus.

Em audiência pública on-line com quase cinco horas de duração, a secretária e a equipe técnica e diretiva da secretaria prestaram contas aos vereadores, conforme o previsto na lei complementar federal 141/2012. Além da apresentação do relatório referente ao primeiro quadrimestre de 2021, a equipe exibiu um panorama atual da pandemia no município e, em seguida, os vereadores puderam fazer questionamentos, dar sugestões e tirar dúvidas.

Márcia Huçulak também ponderou que o objetivo das medidas mais restritivas em determinado momento de picos da pandemia é fazer com que as pessoas circulem menos pela cidade. Dessa forma, diminui-se os casos de acidentes e traumas, situações que levam muita gente para os hospitais e pronto socorros, sobrecarregando um sistema que precisa atender o elevado número de casos de covid. Estas medidas, segundo a secretária, atualmente não vêm encontrando respaldo nas administrações dos municípios da região metropolitana, que permanecem com comércio funcionando com menos restrições que a capital.

Com isso, os casos de trauma de pacientes oriundos da região metropolitana permanecem altos e estes pacientes acabam sendo atendidos na capital. “Faço um apelo à região metropolitana. O paciente que quebra uma perna lá é atendido aqui. Estamos sobrecarregados”, afirmou Márcia. Enquanto Curitiba criou 525 novos leitos de UTI covid e 726 leitos de enfermaria exclusivos para covid, hospitais da região metropolitana apenas converteram antigos leitos para o atendimento de covid. Com isso, os pacientes de trauma da região metropolitana atualmente sobrecarregam ainda mais os pronto-socorros da capital.

Márcia destacou a complexidade da pandemia e a necessidade de um trabalho conjunto, de toda a sociedade, para a cidade transpor essa fase de dificuldades. “Estamos lidando com um vírus que derrubou o mundo. É um vírus respiratório que exige máscara e distanciamento. Faço um apelo para todos nos ajudarem. Só vamos vencer o vírus juntos”, disse Márcia. Márcia ressaltou o caráter desafiador do momento e reforçou a pertinência das medidas que vêm sendo tomadas pelo município. “Estamos num momento muito difícil e desafiador. Nenhum órgão de controle encontrou nada que desabonasse nossa conduta”, afirmou.

O diretor do Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides Oliveira, apresentou os gráficos que demonstram o recrudescimento da pandemia em Curitiba e a iminência de uma quarta onda. De acordo com os dados exibidos, as medidas mais restritivas foram eficazes em ondas anteriores para que houvesse uma diminuição da transmissão e do número de novos casos, freando a disseminação do vírus. “As medidas são eficazes. Quando temos diminuição dos deslocamentos, temos uma queda mais expressiva dos casos”, disse Oliveira. “Mas é preciso o engajamento e participação de todos. O problema é de todos. Precisamos de medidas articuladas e orquestradas”, ponderou. Oliveira completou: “A pandemia não acabou. É preciso que se mude o comportamento humano.”

Como estão as atividades na cidade

Atividades suspensas

  • Estabelecimentos destinados ao entretenimento, tais como casas de shows, circos, teatros, cinemas e atividades correlatas;
  • Estabelecimentos destinados a eventos sociais e atividades correlatas, tais como casas de festas, de eventos ou recepções, incluídas aquelas com serviços de buffet, bem como parques infantis e temáticos;
  • Estabelecimentos destinados a mostras comerciais, feiras de varejo, eventos técnicos, congressos, convenções, eventos esportivos com público externo, entre outros eventos de interesse profissional, técnico e/ou científico;
  • Bares, tabacarias, casas noturnas e atividades correlatas;
  • Reuniões com aglomeração de pessoas, incluindo concursos e processos seletivos, eventos, comemorações, assembleias, confraternizações, encontros familiares ou corporativos, em espaços de uso público, localizados em bens públicos ou privados;
  • Circulação de pessoas, no período das 21 às 5 horas, em espaços e vias públicas, salvo em razão de atividades ou serviços essenciais e casos de urgência;
  • Consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas.

Atividades com restrição

  • Atividades comerciais de rua não essenciais, galerias e centros comerciais podem funcionar das 9 às 19 horas, de segunda a sexta-feira, sendo autorizado aos sábados e domingos apenas o atendimento na modalidade delivery até às 19 horas;
  • Atividades de prestação de serviços não essenciais, tais como escritórios em geral, salões de beleza, barbearias, atividades de estética, serviços de banho, tosa e estética de animais e imobiliárias podem funcionar das 9 às 20 horas, de segunda a sexta-feira, com proibição de abertura aos sábados e domingos;
  • Academias de ginástica para práticas esportivas individuais podem funcionar das 6 às 21 horas, de segunda a sexta-feira, com proibição de abertura aos sábados e domingos;
  • Shopping centers abrem das 10 às 21 horas, de segunda a sexta-feira, sendo autorizado aos sábados e domingos apenas o atendimento na modalidade delivery até às 19 horas;
  • Restaurantes passam a funcionar das 10 às 21 horas, de segunda a sexta-feira, inclusive na modalidade de atendimento de buffets no sistema de autosserviço (self-service), e aos sábados e domingos apenas o atendimento nas modalidades delivery, drive-thru e retirada em balcão (take away) até às 21 horas, ficando vedado o consumo no local;
  • Lanchonetes passam a funcionar das 6 às 21 horas, de segunda a sexta-feira, inclusive na modalidade de atendimento de buffets no sistema de autosserviço (self-service), e aos sábados e domingos apenas o atendimento nas modalidades delivery, drive thru e retirada em balcão (take away) até às 21 horas, ficando vedado o consumo no local;
  • Panificadoras, padarias e confeitarias de rua passam a funcionar das 6 às 21 horas, de segunda a sexta-feira, sendo autorizado aos sábados e domingos das 7 às 18 horas, ficando vedado o consumo no local;
  • Lojas de conveniência em postos de combustíveis: das 6 às 21 horas, em todos os dias da semana, e aos sábados e domingos ficando vedado o consumo no local;
  • Para os seguintes estabelecimentos e atividades das 6 às 21 horas, de segunda a sexta-feira, e aos sábados e domingos apenas o andimento na modalidade delivery até às 21 horas, sendo vedado o consumo no local:

a) comércio varejista de hortifrutigranjeiros, quitandas, mercearias, sacolões, distribuidoras de bebidas, peixarias e açougues;
b) mercados, supermercados e hipermercados;
c) comércio de produtos e alimentos para animais;
d) lojas de material de construção;
e) comércio ambulante de rua.

  • Parques e praças, fica permitida a prática de atividades individuais ao ar livre, com uso de máscaras, que não envolvam contato físico entre as pessoas, observado o distanciamento social.
  • Práticas esportivas coletivas ficam condicionadas ao cumprimento de protocolo específico, conforme determinado pela Secretaria Municipal da Saúde, sendo proibida a abertura aos sábados e domingos;
  • Feiras livres ficam condicionadas ao cumprimento de protocolo específico, conforme determinado pela Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SSMSAN), sendo proibida a abertura aos sábados e domingos;
  • Feiras de artesanato ficam condicionadas ao cumprimento de protocolo específico, conforme determinado pelo Instituto Municipal de Turismo (Curitiba Turismo), sendo proibida a abertura aos sábados e domingos;
  • Igrejas e os templos de qualquer culto deverão observar a Resolução n.º 440, de 30 de abril de 2021, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, que regulamenta a realização das atividades religiosas de qualquer natureza, com a ressalva de que no espaço destinado ao público deve ser observada a ocupação máxima de 25% (vinte e cinco por cento), garantido o afastamento mínimo de 1,5 (um metro e meio) entre as pessoas, em todas as direções.
  • Para todas as atividades em funcionamento devem ser respeitadas as normas do Protocolo de Responsabilidade Sanitária e Social, além de protocolos específicos de cada área de atuação. 

Foto: Reprodução

Do Bem Paraná

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