CORONAVÍRUS DERRUBA SETOR DE EVENTOS EM CURITIBA

CORONAVÍRUS DERRUBA SETOR DE EVENTOS EM CURITIBA

Ao mesmo tempo em que a população se prepara para entrar em quarentena por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), diversos setores da economia se veem encurralados diante da inevitabilidade de serem obrigados de paralisar as atividades, tomando prejuízo. E um dos setores mais impactados é o de eventos, acostumado às aglomerações depessoas e que agora está tendo de lidar com os diversos cancelamentos e adiamentos. As informações são de Rodolfo Luis Kowalski, do Bem Paraná.

Proprietário da Bradock Serviços, Vilson Neumann conta que o momento é inédito para o setor. “Algo bem difícil. A crise do H1N1 (em 2009) não chegou nem perto. Essa agora está assustando a todos”, relata o empresário. “Vai ser dramático. Os eventos todos estão sendo cancelados e não tem o que fazer, não adianta. O impacto vai ser grande”.

Embora não saiba o número de eventos cancelados até aqui, Neumann relata, para que se tenha uma noção da gravidade da situação, que todas as casas de shows, todas, cancelaram os eventos que realizariam nas próximas semanas. “A maioria está remarcando datas para depois de julho. Estão prevendo um período longo para não ter problema, ter de remarcar de novo”, explica.

Mestre-cervejeiro e sommelier de cerveja da Cervejaria Birrenta, Glauco Melo relata que costuma receber pelo menos dois eventos de maior porte semanalmente. Para esta semana, no entanto, não há – e provavelmente nem haverá – nada marcado. Além disso, o movimento diário, de pessoas que passam pela cervejaria apenas para tomar uma cerveja, relaxar um pouco, despencou. A queda foi em torno de 70%, afirma Melo.

“Está bastante complicado. Lazer é uma das primeiras coisas que as pessoas deixam de fazer. Vão mais ao mercado, mas passeio não tem mais”, comenta Melo. “A gente tem uma grande sorte que o imóvel é próprio.Se pagássemos aluguel, em 30 dias, no máximo 60, teríamos de fechar as portas”, complementa.

Ainda segundo o mestre-cervejeiro, quando começou na China e em outros países a epidemia de coronavírus, a maioria das pessoas ainda não estavam dando grande importância a questão. A situação mudou recentemente, no entanto. “O pessoal estava de boa, tranquilo, vinha, tomava uma cerveja, não estavam muito preocupados. Mas agora se tornou bastante sério, de uns 10 dias para cá piorou. E o pessoal já diz que, infelizmente, a situação é de ficar em casa, não tem muito o que fazer”, finaliza.

Eventos corporativos e trabalhadores são os que mais preocupam
De acordo com a produtora Cristiane Lissoni, da Zoli Eventos Exclusivos, eventos como confraternizações no geral não traz tantos problemas ou prejuízos para o setor de eventos. O grande problema, explica ela, são os eventos corporativos, como congressos, que necessitam de maior estrutura e geram grande fluxo financeiro. “As perdas são inevitáveis, fora os casamentos, que já são datas escolhidas, sonhos…”, comenta a produtora.

Para além do prejuízo às empresas, no entanto, há outra questão ainda mais preocupante, que é como ficará a situação dos trabalhadores. “Veja, a maioria das empresas que trabalha com eventos, os funcionários são freelancers, recebem taxa. (Com tudo parando) Fica garçom sem ganhar, segurança, bartender… É uma situação bem complicada, é uma bola de neve.”

Governo Federal distribuirá ‘vouchers’
Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que para proteger os trabalhadores informais, o governo distribuirá vouchers (cupons) por três meses. A medida consumirá R$ 15 bilhões – R$ 5 bilhões por mês – e terá como objetivo, segundo o ministro, amparar as camadas mais vulneráveis à crise econômica criada pela pandemia de coronavírus. O benefício terá valor equivalente ao do Bolsa Família e começará a ser distribuído nas próximas semanas. Os vouchers poderão ser retirados por pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.

Foto: Franklin de Freitas

Do Bem Paraná

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