COM PANDEMIA, PIB CAI 1,5% NO PRIMEIRO TRIMESTRE, PIOR RESULTADO DESDE 2015

COM PANDEMIA, PIB CAI 1,5% NO PRIMEIRO TRIMESTRE, PIOR RESULTADO DESDE 2015

O Produto Interno Bruto ( PIB ) brasileiro teve retração de 1,5% no primeiro trimestre de 2020, na comparação com último trimestre do ano passado. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29/05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ).

De acordo com o instituto, “a queda do PIB do primeiro trimestre deste ano interrompe a sequência de quatro trimestres de crescimentos seguidos e marca o menor resultado para o período desde o segundo trimestre de 2015 (-2,1%). Com isso, o PIB está em patamar semelhante ao que se encontrava no segundo trimestre de 2012”.

O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos pela economia . A expectativa do mercado era de queda de 1,5%, segundo a Bloomberg.

O que pesou para a retração nos três primeiros meses deste ano foi o setor de serviços, que registrou queda de 1,6% contra o trimestre anterior. Este setor representa 74% do PIB . Na comparação com igual período de 2019, a queda foi de 0,3%.

O resultado do primeiro trimestre é a ponta do iceberg do que os economistas estimam ser a pior recessão econômica em 120 anos, quando começa a série histórica do IBGE. Isso porque as medidas de isolamento social tomadas para conter a disseminação do novo coronavírus (Sars-Cov-2) foram adotadas apenas em meados de março.

Dados do Boletim Focus, produzido pelo Banco Central , indicam que a mediana das projeções do mercado financeiro para o resultado de 2020 é de retração de 5,89%.

Desde que as medidas de isolamento foram adotadas, setores como comércio e serviços , pilares do PIB nacional, estão sendo severamente afetados, assim como o mercado de trabalho.

Segundo o IBGE, entre fevereiro e abril, mais de 4,9 milhões de brasileiros perderam o emprego . Destes, 3,7 milhões são profissionais informais .

Na tentativa de mitigar os efeitos, o governo lançou pacote com medidas de proteção social e de empresas, com esforço fiscal próximo a 5% do PIB . No entanto, as ferramentas lançadas devem apenas evitar uma queda maior de tudo o que é produzido no país.

Foto: reprodução

D’O Globo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *