CASOS ATIVOS DE COVID EM CURITIBA VOLTAM AO PATAMAR DE DOIS MESES ATRÁS

Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba registrou, nesta quarta-feira (12/05), 1.173 novos casos de Covid-19 e dois óbitos de moradores da cidade infectados pelo novo coronavírus. Nenhum destes óbitos ocorreu nas últimas 48 horas. Também confirmou 4.605 casos ativos na cidade, correspondentes ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus. O número volta ao patamar do dia 6 de março, quando a cidade vinha de quedas sucessivas e contava 4.693 casos ativos. As informações são do Bem Paraná.

Desde a segunda semana de abril Curitiba vê os casos ativos subirem. De início em ritmo lento, mas nos últimos dias ganhou uma elevação mais rápida. No boletim de terça-feira eram 3.939 casos. Na segunda 3.559 e no boletim do dia 6 de maio, 2.662. São mais de dois mil casos ativos em menos de uma semana.

Os mais de mil novos casos confirmados em um único boletim não acontecia a mais tempo. Foi em 25 de fevereiro, quando a cidade registrou um boletim com mais de mil novos casos.

Apesar desta alta, a situação hospitalar mantém-se sob controle. Ontem, a taxa de ocupação dos 15 leitos de UTI SUS exclusivos para Covid-19 estava em 53%. Restavam sete leitos livres. Na terça eram seis leitos livres.

A taxa de ocupação dos 25 leitos de enfermarias SUS Covid-19 estava em 12%, ontem. Havia 22 leitos vagos. É a mesma situação da terça-feira.

A SMS esclarece que os dados da ocupação de leitos em Curitiba são dinâmicos, com alterações ao longo do dia.

Sequelas da Covid-19 podem durar mais de um ano

Metade das pessoas diagnosticadas com Covid-19 apresentam sequelas que podem perdurar por mais de um ano, revela estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Minas. Pesquisadores da instituição identificaram 23 sintomas após o término da infecção aguda. Cansaço extremo, insônia e dificuldade em realizar atividades rotineiras estão entre as queixas relatadas pacientes.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Transactions of The Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene. O estudo acompanhou durante 14 meses, 646 pacientes que tiveram a infecção em 2020 e 2021 e verificou que 324 deles (50,2%) tiveram sintomas pós-infecção, caracterizando o que a Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica de Covid longa.

Outras sequelas relatadas foram tosse persistente (34%), dificuldade para respirar (26,5%), perda do olfato ou paladar (20,1%), dores de cabeça frequentes (17,3%) e trombose (6,2%). Foram constatados ainda ansiedade (7,1%) e tontura (5,6%).

Do Bem Paraná.

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