CÂMARA DE MARINGÁ VOTA PROJETOS DE REFORMA ADMINISTRATIVA NA PREFEITURA

Foto: Letícia Tristão/ CBN Maringá

Tramita na Câmara Municipal de Maringá uma proposta de reforma administrativa na gestão das secretarias do Executivo. O projeto foi desmembrado em quatro textos de lei diferentes. Na sessão desta terça-feira (29/03) os projetos entraram na pauta e foram votados pelos vereadores. As informações são de Letícia Tristão/CBN Maringá.

Um projeto contempla a criação das secretarias de Comunicação, da Criança e do Adolescente e a Agência Maringaense de Inovação. Outro projeto cria o Instituto Ambiental de Maringá e outro a Agência Maringaense de Regulação, como explica o vereador Alex Chaves, líder do prefeito na Câmara. Segundo ele, são alterações que vão reverter mais recursos para o município.

“Vão ser votados projetos individuais. Uma de toda a estrutura, uma outra sobre a Agência Maringaense de Regulação e também uma outra dobre o Instituto do Meio Ambiente. Feito isso, nós vamos ter a nova estrutura do município de Maringá”, disse Chaves.

O vereador Sidnei Telles defende a criação do Instituto Ambiental de Maringá.

“O Instituto Ambiental, vai cuidar dos licenciamentos. o Instituto Água e Terra, antigo IAT, que cuidava dos licenciamentos. Nos grande impactos ambientais, tínhamos que ir à Curitiba para resolver. O governo do estado, há muito tempo não contrata e amplia profissionais para fazer esse atendimento, mas permitiu que os municípios assumissem o licenciamento, fiscalização e, quando necessário, multa àqueles que causam danos ambientais. Então ele vai ter ainda a capacidade de receber os recursos de licenciamento, os recursos de fiscalização, o que vai ajudar muito para que esse organismo se auto mantenha”, disse Telles.

Outros dois projetos do Executivo foram votados, um que prevê a mudança no formato de contratação dos servidores do IPPLAM e o aumento de um cargo de engenheiro florestal para o município, que passaria para três profissionais.

A vereadora Cris Lauer é contra os projetos de reforma administrativa.

“Eu votei a favor apenas de um, em relação ao engenheiro florestal. Porque nós temos uma demanda muito grande das árvores que estão condenadas e quando nós mandamos solicitação para a secretaria, a desculpa que vem para nós é que não tem engenheiro suficiente. […] Os demais, não é o momento. Maringá conseguiu ter mais secretarias do que o próprio governo do estado do Paraná, então para mim não fecha essa conta. […] Continuar criando cargos e salários para que? Qual é a finalidade de inchar a folha de pagamento sem resolver os problemas?”, disse a vereadora.

A reforma administrativa proposta pelo Executivo prevê a criação de 80 novos cargos, o que vai aumentar a folha de pagamento em mais de R$ 7 milhões.

O vereador Rafael Roza também se opõe à criação de novas secretarias.

“Eu venho lutando, já a bastante tempo, para que a Prefeitura coloque em prioridade as questões de saúde. Se você for hoje na UPA Zona Norte, você vai ver o caos que está lá. Entre outra UBS em que os pais ficam 5, 6, 7, 8 horas esperando um atendimento”, disse Roza.

Os projetos foram votados em primeira discussão e devem passar por segunda votação.

Da CBN Maringá.

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