CAIXA LIBERA R$ 3 BI PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

CAIXA LIBERA R$ 3 BI PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

A Caixa Econômica Federal começou a operar nesta terça-feira (16/06) o programa de crédito para micro e pequenas empresas que conta com garantia da União e taxas de juros mais baixas que as de mercado. As informações são da Folhapress.

O Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) foi aprovado pelo Congresso para facilitar o acesso ao crédito de pequenos negócios que sofrem com a pandemia do novo coronavírus.

O governo disponibilizou R$ 15,9 bilhões, que serão usados como garantia dos empréstimos. Todos os bancos podem aderir ao programa. A Caixa informou ter disponibilizado R$ 3 bilhões para essas operações.

Nesta terça, Itaú e Bradesco também afirmaram que vão conceder crédito pelo programa. A linha começa a ser operada pelo Itaú na próxima semana, enquanto o Bradesco afirmou que pretende começar a emprestar no começo de julho. Os bancos não informaram quanto devem conceder no programa.

Empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões ao ano podem participar. Desse total, 80% dos financiamentos serão direcionados a companhias com faturamento de até R$ 360 mil ao ano.

O valor máximo liberado por CNPJ será de 30% da receita bruta anual registrada em 2019. Os recursos poderão ser usados em capital de giro ou uma combinação de investimento associado a capital de giro.

Empresários que aderirem terão oito meses de carência para pagar a primeira parcela. O montante deverá ser quitado nos 28 meses seguintes.

A taxa de juros corresponde à Selic (hoje em 3% ao ano) acrescida de 1,25% ao ano. Inicialmente, o governo propôs uma garantia do Tesouro correspondente a 85% do valor das operações. Os 15% restantes das eventuais perdas deveriam ser honradas pelos bancos.

Diante da resistência de instituições financeiras e de parlamentares, Bolsonaro editou uma MP (medida provisória) que ampliou esse percentual para 100% de cada operação, limitado a 85% da carteira total oferecida pelo banco.

“Com esse volume de garantias, nós conseguimos ofertar o crédito a uma base muito maior de empresas. Dada essa garantia, o risco de crédito é menor. Como consequência, poderemos emprestar para um número maior de empresas”, disse o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

De acordo com o executivo, a disposição do governo em assumir perdas faz com que os bancos criem disposição para emprestar a empresas com classificação de risco pior.

“O rating de crédito da empresa poderá ser inferior ao que normalmente a Caixa realizaria em termos de operação”, afirmou.
Para captar o empréstimo, a empresa assumirá contratualmente a obrigação de não reduzir o número de empregados até 60 dias após o recebimento da última parcela da linha de crédito.

As operações devem ser solicitadas pelo site da Caixa (caixa.gov.br/pronampe).

Uma ordem para as liberações deverá ser respeitada. A partir desta terça-feira, estão autorizadas empresas optantes do Simples. A partir do dia 23, micro e pequenas empresas não participantes do Simples. Em seguida, a partir de 30 de junho, MEIs (microempreendedores individuais).

Em uma live com representantes da Fieg (Federação das Indústrias do Estado de Goiás​), o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, admitiu que a liberação de crédito para micro e pequenas empresas falhou por falta de garantia para que os bancos concedessem os recursos.

De acordo com Mourão, a ideia é utilizar o FGI (Fundo Geral de Investimentos), já aprovado, mas que ainda não começou a ser operado. O Itaú anunciou também nesta terça que irá conceder crédito com a garantia do FIG.

“O Paulo [Guedes, ministro da Economia] e a equipe dele entenderam que este crédito não chegou a quem necessitava e estão, junto aos bancos, para ter uma garantia do Tesouro de modo que o banco se sinta em condições de liberar este recurso”, disse Mourão aos empresários.

O vice-presidente disse estar falando de recursos da ordem de R$ 20 bilhões para micro e pequenas empresas. “O governo precisa fazer o crédito chegar a quem necessita, porque há dinheiro para chegar às empresas, principalmente, aí no setor de serviço, às pequenas e micro empresas, que necessitam destes recursos.” 

Foto: Marcello Camargo / Agência Brasil

Da Folhapress

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